A bagunça não vem de hoje

Faz tempo que cada ministro do STF virou um tribunal dentro do tribunal. Decisões individuais se sobrepõem às decisões do colegiado. Não repercuto uma novidade.

Nos acostumamos a aprovar a atitude quando gostamos da decisão e reprovar quando nos desagrada, como pitaqueiros escaladores de uma seleção de futebol e suas táticas de jogo. Porém, o  dado concreto é que o amontoado de canetadas pessoais e jogo de lobbys e vaidades reverberadas em entrevistas absolutamente dispensáveis jogaram no lixo a credibilidade do tribunal máximo brasileiro.

A decisão do ministro Marco Aurélio de liberar presos sem condenações transitadas e julgadas, já derrubada pelo presidente da casa Dias Toffoli, é resultado de algo mais profundo: a manipulação da pauta ao sabor da opinião pública e os pontos de vista consolidado pelos ministros sobre a constituição ao arrepio do que nela se encontra. O judiciário cria lógica insustentável a partir de tal comportamento.

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