A incógnita Haddad

Ao que tudo indica, Fernando Haddad, anunciado como vice de Lula, será o presidenciável pelo PT. Isto porque não passa de questão de tempo para Lula ter sua pré-candidatura inviabilizada pela justiça e o paulista ocupar a cabeça da chapa.

A disputa acabará sendo entre PT e PSDB. Os dois partidos citados, em seus espectros ideológicos, tratam de desidratar possíveis oponentes. As duas agremiações estruturarão o segundo turno. E a centro esquerda marchará com Haddad.

Haddad fez uma gestão ruim quando foi prefeito de São Paulo, perdendo no primeiro turno na eleição subsequente para o tucano João Dória. Gastou capital político com projetos secundários e ficou sem reservas quando teve de enfrentar temas de maior relevo. É bem verdade que atravessou uma grave crise fiscal e ficou no olho do furacão das chamadas “jornadas de junho de 2013”. Mas cabe perguntar: o abacaxi que terá de descascar, caso se torne presidente, será menor?! Conseguirá no Brasil o que não conseguiu em São Paulo?

O PT diz ter pesquisas que mostram um Haddad forte para o planalto. Ele goza de prestígio dentro do partido e, principalmente, diante dos olhos de quem manda hoje na principal organização partidária de esquerda e que o escolheu na base do dedaço.

Na prática, quando a gente consegue sobrepujar a retórica, uma espécie de carteirada progressista, de que ele é professor da USP, Haddad vira uma incógnita. Parte majoritária da esquerda alega que ele é o homem para reunificar o Brasil e tirar o país do atoleiro. Sua experiência administrativa anterior não deixa tal crença em evidência.

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