A revisão do plano diretor de Natal é necessária, mas deve sair do mundo do oba-oba: não precisamos de novas “Arenas das Dunas”

Os primeiros debates sobre a revisão do plano diretor já acontecem na imprensa.

Há muito oba-oba com a já surrada estratégia de vender qualquer alteração como o ingresso para um futuro de crescimento, emprego e desenvolvimento.

A criminalização do ministério público no âmbito da proteção das leis ambientais também faz parte do pacote.

Ora, a revisão plano diretor de Natal é necessária. Gabaritos devem ser alterados em diversos bairros, por exemplo. A dita cidade do sol se aproxima de um milhão de habitantes e requer novo planejamento urbano.

Mas é preciso que tudo ocorra dentro da lei e com a participação no debate dos entes reguladores. O Ministério Público e ibama fazem seus papeis e assim deve continuar. Eles podem agir de modo flexível? Sim. Mas não à revelia da legislação vigente no país.

Não é produtivo também vender gato por lebre. Falar em projetos faraônicos e rios de dinheiro que serão captados, caso alterações ocorram, faz parte de estratégia conhecida na cidade com resultados bem duvidosos.

Foi assim com o papódromo, com a ponte Newton Navarro e, mais recentemente, com o Estádio Arena das Dunas. Essas ações foram negativas? Não necessariamente. O dito aqui é que nenhuma obra representou o pote de ouro no final do lindo arco iris.

Um debate movido em torno de tal alicerce é sinônimo posterior de frustração generalizada e pode, inclusive, se voltar contra o grupo político da vez.

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