A sinuca de bico em que se encontra o movimento dos policiais do RN

A sinuca de bico em que se encontra o movimento dos policiais do RN

O movimento dos policiais entrou numa verdadeira sinuca de bico. O cenário ficou muito maior do que o imaginado.

A questão deixou de ser os salários, apenas. Com a folha de novembro finalizada amanhã, a secretária de segurança pública do RN, Sheila Freitas, anunciou o pagamento de dezembro para a próxima semana já. Dia: 12/01. No entanto, após reunião, os policiais não aceitaram retornar.

É preciso entender o porquê. Os policiais agora precisam sair da sinuca de bico em que se encontram. Eles alegam que não estão em greve. Até porque grupos armados não podem fazer greve no país. A legislação não permite. Duas médidas judiciais, que entenderam que os policiais estão amotinados nos quartéis, determinaram o imediato retorno. Elas foram descumpridas e o Tribunal de Justiça ficou falando sozinho.

Os policiais reiteram que estão nos quartéis porque não têm condições de trabalho: viaturas e coletes em plenas condições de uso. Mas negam veementemente que estejam paralisados.

Em que pese o fato de alguns policiais demonstrarem disposição para o retorno pleno, os seus comandantes deram suas palavras de que ninguém será preso, muito menos exonerado e que não há ilegalidade alguma. Áudios vazados estão circulando em grupos de whatsapp.

É aí que a radicalização começa a ameaçar os policiais. Se voltarem a trabalhar após a resolução da questão dos salários, estarão assinando o recibo de que faziam greve e receberão as sanções penais militares pelo ato: que vai de prisão até exoneração do cargo. No estado do Espírito Santo foi o que ocorreu. O impasse mora, na verdade, aí.

Será difícil desarmar essa bomba. Uma possibilidade se encontra na reversão da portaria de prisão e apuração das responsabilidades. Ou até pensar numa anistia a ser dialogada. Talvez, seja uma forma retomar às negociações. É hora de desarmar os espíritos.

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