A UFRN erra ao tentar abafar uso de ônibus em pichação no porto de Natal

Não é segredo para ninguém que, saindo dos círculos acadêmicos, a visão que se tem é que a UFRN, sobretudo em seus cursos de humanas, virou uma sucursal do PT. O dado concreto é que sua administração trata de dar uma forcinha para tanto.

Após a pichação do porto de Natal por militantes do MST, em que os mesmos foram flagrados indo embora num ônibus da universidade, a UFRN emitiu nota evasiva com intenção de amenizar o caso. Alegou que o ônibus fazia parte de uma atividade de extensão, que estava cedido para a ida de um grupo para a marcha das mulheres, e que nada impedia que alguém do MST fizesse parte da ação. Sim, é verdade.

Mas falta explicar praticamente tudo e não ficou explícito na nota de que haverá averiguação. Já é bem questionável o critério que fundamenta atividade de extensão em passeata política. Qual a importância acadêmica para a formação de um aluno ir a um evento político organizado por determinados partidos? Mas tudo bem. Deixemos isso para lá.

Agora, nada justifica que o ônibus tenha sido utilizado para os fins que foi. A marcha das mulheres ocorreu na Avenida Rio Branco, que não é a rota do local em que se encontra o porto de Natal. Ele estava claramente desviado de função. Não adianta chamar isso de “extensão”.

A UFRN deveria ser a principal interessada em explicar esse uso de um equipamento público, para depredar outro equipamento também público. Mas parece não ser. Enquanto isso não for esclarecido, o assunto irá retornar sempre com uma mancha grave e uma “comprovação” de que há inclinações partidárias nas ações institucionais da universidade.

Depois que a versão se sobrepor ao fato não adiantará reclamar.

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