Análise: o que se desenha para 2020 em Natal na relação entre Álvaro Dias e Carlos Eduardo Alves

A imprensa local especula sobre a aproximação/distanciamento entre o prefeito Álvaro Dias e o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves. Questão fundamental: o pleito municipal de Natal em 2020.

Para além das questões de relacionamento, deve-se ter a certeza de que Carlos Eduardo Alves é uma pessoa inteligente. Partindo de tal pressuposto, cabe produzir uma pergunta norteadora: por qual razão ele bateria de frente contra a reeleição de Álvaro Dias sem ter alguém para colocar em seu lugar? O risco seria o de eleger alguém distante dos dois.

Distante de algumas especulações que gravitam na imprensa, tenho em mente quatro cenários:

  1. Há a probabilidade de Álvaro e CEA morrerem abraçados, caso colidam em 2020;
  2. Como segunda opção, Dias, que anda bem avaliado em Natal, derrotaria Carlos Eduardo Alves com toda a estrutura da prefeitura e acabaria de vez com a carreira política do pedetista;
  3. Uma possibilidade é a de Carlos Eduardo apoiar alguém e o dito cujo vencer o pleito;
  4. Por fim, Carlos Eduardo Alves apoia Álvaro Dias e aparece como peça responsável pela recondução do atual prefeito.

Avalie, caro leitor, a viabilidade das opções. Os dois atuarão para minimizar os riscos e incrementar possibilidades. Tira-se de cenário as vias 1 e 2. Não interessa aos dois o revés coletivo, nem a CEA sair do pleito ainda mais enfraquecido.

A opção três seria a melhor para CEA. Não tenho a menor dúvida de que, se pudesse, já estaria caminhando para ela. O porém é que ele não tem estrutura para competir em Natal e também não tem um nome viável para endossar. É alta a probabilidade dele ir de Hermano Morais em 2020, um dos principais nomes postos no cenário 3 (o bolsonaro está em queda em Natal e não tem nomes; Alves é oposição ao PT de Fátima), e terminar sobrepujado. Seria arriscado demais.

Sobra a opção 4 pois não interessa a CEA bater de frente com o prefeito de Natal e Dias não pode dar-se ao luxo de prescindir do ex-prefeito. É a que se desenha.

Política é teoria dos jogos e, em condições normais, a racionalidade é o pensamento que impera. O resto costuma se configurar como mera fumaça. Penso ser o caso no contexto em questão.

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