Boataria sobre 2018 no RN

Apesar da aparente calmaria, os bastidores seguem fervendo. Há projetos e balões de ensaio para todo lado. É possível até que alguma coisa venha a ser confirmada, mas diante de tanto bode na sala, incursões vazias e de blefes notórios o melhor é esperar um pouco mais. Por uma questão de prudência.

Mas ainda assim é possível mapear alguns interesses em jogo. Diante do fogo cruzado vale perceber duas linhas fundamentais:

1) Há uma profusão de teorias e boatos, tentando jogar o governador Robinson Faria contra o seu vice Fabio Dantas. Dantas é sempre citado nas rodas de política como quem procuraria ser candidato ao governo, após Robinson sair supostamente de forma precoce do mandato para disputar uma vaga na Assembleia. O dado concreto é que não há o menor indicativo, ao menos por enquanto, que isto virá a ocorrer. E, até onde se sabe, a relação entre o governador e seu vice é tranquila. Além do mais, a mensagem do governador na abertura dos trabalhos da Assembleia não foi de quem irá entregar os pontos facilmente.

2) Ezequiel seria candidato ao governo depois de Robinson Faria e Fabio Dantas abrirem mão dos mandatos. Certamente, quem acompanha a política do RN já ouviu essa. Novamente, porém, não há indicativos de movimentações claras nesse sentido. O presidente da Assembleia é um homem inteligente e sabe que não teria chances eleitorais contra os postulantes hoje pré-colocados. Ainda que de máquina na mão, Ezequiel dificilmente bateria Fátima Bezerra e Carlos Eduardo Alves. Para quê arriscar uma reeleição tranquila em nome de uma difícil vitória ao governo?

Há, isto sim, uma evidente articulação de setores minoritários da Assembleia para botar Ezequiel nesse rabo de foguete.

Os boatos parecem surgir de fora para dentro dos grupos políticos. Por isso, repito, é bom esperar mais.

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