Bolsonaro e o problema da falta da profissionalização da política

Além da ideologia extremista, que não pode ser desconsiderada, há um problema grave e elementar no bolsonarismo. O grupo é inexperiente e composto por pessoas em postos fundamentais sem um histórico de participação em administrações anteriores ou mesmo vivência no congresso.

Aí cria-se uma correlação interessante e curiosa. Há, por um lado, uma estratégia bem profissional divisionista da sociedade na comunicação – não entro no aspecto moral -, com a manipulação de parte da opinião pública.

Por outro, o amadorismo dos ministros, quando precisam agir de improviso numa entrevista ou algo do gênero, faz com que eles se embananem em declarações estabanadas e posturas que demandam recuos constantes.

As declarações do General Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, responsável pela segurança e pelo aparato que envolve o presidente Bolsonaro, são a demonstração clara da importância que representa a profissionalização na política. Ele fala em falta de sorte e outras estultices, não percebendo que ele é quem deve explicações e que deixar uma bagagem ingressar no avião oficial sem ser revistada é uma falta grave, sintoma do modo como o GSI é gerido.

Deixe uma resposta