Bolsonaro está construindo sua tempestade perfeita rápido demais

BOLSONARO ESTÁ CONSTRUINDO SUA TEMPESTADE PERFEITA RÁPIDO DEMAIS

Ontem, os deputados aprovaram, por significativos 307 a 82, a ida do ministro da educação até aquela casa. Motivo: explicar os cortes nas universidades e institutos federais. Só o PSL e o Novo – alguém me explica sinceramente a diferença entre os dois, na prática – votaram contra o provável desgaste que a visita gerará. Um recado e tanto. Logo em seguida, Jair Bolsonaro colocou os líderes partidários da câmara como mentirosos, ao prometer a suspensão dos cortes e, depois de anunciado, recuar do recuo. Há uma forte impressão de que Bolsonaro está perdendo a classe política a uma velocidade maior do que Dilma Rousseff, quando a mesma foi retirada do cargo.

A crise econômica não gera sinais de reversão. Pelo contrário. A inflação entre os mais pobres é elevada. O poder de compra tem diminuído. O desemprego não arrefece. As projeções de crescimento só produzem pessimismo. Bolsonaro disse que resolveria tudo rapidamente durante a campanha. Em política, o excesso de expectativa pode criar o seu inverso.

Por fim, a popularidade do presidente é a menor de um presidente em início de governo. FHC, Lula e Dilma nunca passaram por isso. A tempestade está se formando com Bolsonaro, humilhando ministros do staff militar e Mourão na moita. É possível que dê certo, mas tem tudo para não terminar bem.

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