Bolsonaro refém da permanência do auxílio emergencial

Apesar de manter o patamar de ótimo e bom nas pesquisas de 30%, a base bolsonarista vem sendo reconfigurada. Uma parte dos seus eleitores deixou o apoio ao governo com os acontecimentos em torno dos filhos do presidente, a saída de Sergio Moro e a crise sanitária gerada pela covid-19.

O grupo que endossa Bolsonaro foi recomposto, conforme as últimas pesquisas públicadas, por aqueles que receberam o auxílio emergencial de 600 reais em três parcelas durante a pandemia.

O presidente já afirmou que irá pagar mais três parcelas. Uma de 500, outra de 400 e mais uma de 300. Porém, ele seguirá refém do benefício, sob pena de se enfraquecer politicamente em ano eleitoral e de pressão pela crise econômica que se avizinha.

Portanto, ele manterá o benefício ou tentará ressignificar o Bolsa Família como seu, mesmo com o cobertor curto do orçamento. É a ironia da coisa. Bolsonaro se elegeu com críticas ao programa. Seu eleitorado também. Agora, se agarra nele como forma de sobrevivência política. É uma virtude da democracia liberal forçar aqueles que têm ambição pelo poder a andar de mãos dadas com os desejos do eleitorado.

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