Com nova operação contra Henrique, Garibaldi Alves Filho pode ficar ainda mais nas mãos de Carlos Eduardo Alves

Com nova operação contra Henrique, Garibaldi Alves Filho pode ficar ainda mais nas mãos de Carlos Eduardo Alves

O novo revés contra o já preso Henrique Alves foi fortíssimo hoje, após a deflagração da operação Lavat. Seus principais assessores foram também alcançados, além de familiares e até a INTERTV CABUGI, de quem Henrique Alves é sócio-minoritário, sofreu busca e apreensão. Já se fala nos bastidores de uma incursão por parte dos donos majoritários para tentar afastar Henrique da Tv, face o desgaste que a associação de sua imagem traz para a emissora.

Tal situação terá impacto eleitoral tremendo em 2018 no Rio Grande do Norte. Não é segredo para ninguém que Henrique sempre foi o grande operador do partido aqui no Estado. Muitos políticos devem suas eleições a ele. O PMDB não terá mais Henrique para articular e, muito provavelmente, os canais de ação do partido estarão enfraquecidos o ano que vem.

Diante de tal cenário, o desafio para o senador Garibaldi Alves Filho é muito grande. Desgastado pela ambiência de denúncias, dando apoio direto ao super rejeitado Michel Temer, Garibaldi sequer atingiu 20% nas principais pesquisas eleitorais veiculadas no Rio Grande do Norte na disputa por uma cadeira ao senado em 2018. Estamos falando do tão aclamado senador de milhões de votos, com mais de 30 anos de vitrine nos principais postos políticos do RN e do Brasil. Ora, ele lidera a corrida, é verdade, mas com uma fragilidade flagrante. É seguido de muito perto, na condição de empate técnico, pelo ainda mais desgastado José Agripino (DEM) e pela ainda desconhecida em sua intenção de disputar o senado Zenaide Maia. Pode-se dizer que o recall de Garibaldi está no volume morto.

O sirene vermelha foi ligada no ninho bacurau. Sem sua estrutura natural de campanha e sem o primo Henrique Alves, Garibaldi Alves terá de suar a camisa para manter o controle do grupo pemedebista. O seu medo, de ficar a mercê do primo, o prefeito Carlos Eduardo, está batendo no teto. E Garibaldi não tem mais saúde de jovem. Se o grupo pemedebista não se recuperar, parte de seu futuro estará nas mãos do prefeito de Natal, colocando o deputado federal Walter Alves, filho de Garibaldi, em posições mais precárias da fila da família na busca por posições chaves do poder potiguar.

Mas não é único caminho. Ao declarar a possibilidade de subir no palanque de Fátima Bezerra, Carlos Eduardo Alves, Cláudio Santos e Robinson Faria, através de Walter Alves, Garibaldi tentou mostrar que há outros percursos para além do familiar. São vias que podem ser legitimamente abertas, caso Garibaldi resolva não ser liderado por quem já lhe traiu no passado. Muita água ainda vai rolar. O tabuleiro segue se mexendo. Cabe aguardar e conferir.

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