Crítica aos gastos com decoração natalina revela a anemia da oposição e a hipocrisia da parte miúda de Natal

Crítica aos gastos com decoração natalina revela a anemia da oposição e a hipocrisia da parte miúda de Natal

Todo ano uma falsa polêmica toma conta da cidade. Sintoma da falta de ideias da oposição ao prefeito Carlos Eduardo Alves, o ataque é direcionado contra as verbas empregadas na decoração natalina da capital. Todo “Natal em Natal” a prefeitura gasta entre 2 e 3 milhões de reais com o evento. Este ano foram anunciados 2 milhões de reais.

Natal é um município turístico e deve valorizar esta indústria geradora de emprego e renda. A verba empregada na decoração natalina vem das receitas da taxa de iluminação. Não pode ser utilizada, por exemplo, para pagar os salários dos servidores. Ela tem destinação específica.

O investimento – e não gasto – deve levar em conta o que ele gera em termos de aquecimento do comércio, do turismo e setor de serviços prestados, trazendo aumento da arrecadação para o próprio poder público. Um debate minimamente sério deve tangenciar tais questões.

Do ponto de vista eleitoral e conforme diversas pesquisas de opinião já aplicadas, é tolo atacar a decoração natalina. Simplesmente, tem apelo reduzido a estratos de classe média face a sensação de bem estar que provoca na cidade num público mais amplo.

Talvez, por esta anemia intelectual da oposição, Carlos Eduardo Alves tenha levado em primeiro turno no pleito de 2016.

ATAQUE HIPÓCRITA E CONSERVADOR

PS. Isto sem mencionar o raciocínio conservador que embala o ataque: “este dinheiro deveria ser gasto com saúde e educação”. Ora, todo mundo tem direito a visitar um espaço bonito e presenciar um município bem iluminado. O irônico nessas falas tolas cheias de aparentes boas intenções é perceber o cara falar isso de Natal e correr para fora do Brasil ou mesmo viajar dentro do país (Gramado no Rio Grande do Sul, por exemplo), para assistir o que critica aqui.

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