Defender a autonomia do IFRN significa preservar um espaço acadêmico de excelência e a única chance de mobilidade econômica para milhares de jovens potiguares

O Instituto Federal do Rio Grande do Norte sempre liderou todos os rankings estaduais e nacionais de qualidade no ensino. Trata-se de uma instituição que alterou a realidade de milhares de potiguares e representa a salvação econômica, política e social de regiões inteiras.

Por que mexer em um centro de ensino, pesquisa e extensão, que vinha funcionando tão bem, apenas para servir a interesses políticos menores de um deputado? O que o RN ganhará com isso?

É preciso que a sociedade norte-riongrandense entenda que a interferência política no IF, não apenas representa um atentado contra a sua autonomia, já que o reitor de fato foi devidamente escolhido pela sua comunidade, após apresentar uma agenda de ações, como também colocará em xeque algo que já é um patrimônio local e nacional. Para muitos, a única chance de se mover na injusta pirâmide social brasileira.

É imprescindível ter responsabilidade e os defensores da gestão técnica e democrática venham à público em prol da preservação do Instituto Federal do Rio Grande do Norte.

O que aconteceu no dia do estudante é sinal de que o reitor notoriamente não conta com legitimidade e condições políticas para desempenhar o cargo que pela via da força ocupa. Não se chama a polícia militar para dialogar com movimento estudantil e, muito menos, enfrenta-se descontentamentos com brutalidade.

Esse ambiente de enfrentamento, de ideologização antidemocrática de um espaço acadêmico é um risco para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Que aqueles que querem o bem das terras de poti se levantem em prol da preservação do IFRN.

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