Demagogia sem fim é o ponto fundamental do atraso do RN

Desde a redemocratização no Rio Grande do Norte, que a agenda pró servidor não tem fim. É só virar oposição para vender teses falsas sobre o funcionalismo público estadual, uma forma de adular suas fortes máquinas sindicais e corporativas.

Como a sociedade civil potiguar é desorganizada, resta à classe política e às corporações monopolizarem o debate e imporem seus interesses.

O solidariedade é a bola da vez. Faz o mesmo que o PT fez contra Robinson e este contra Rosalba. Está última, por sua vez, contra Iberê e Wilma. Enquanto as oposições do passado elevaram os salários a uma condição impossível hoje de ser paga, o sdd tenta vender a falsa tese de que o Estado não paga os servidores porque não quer.

A ideia é que, se há caixa momentâneo, o governo deveria quitar os atrasados do ano passado. Ora, e como ficaria o acordo de sempre pagar os salários de janeiro de 2019 em diante dentro do mês trabalhado? Imaginemos que o governo limpe todo seu orçamento e vá pagando os débitos em aberto. Quando chegarmos ao final do mês com caixa zerado, o que o governo dirá em face do acordo que fechou com o fórum dos servidores?

Mais. É preciso lembrar que trata-se de uma sazonalidade. Se o próprio governo não implementar reformas duras e necessárias, até o fim do ano terá provavelmente rombo maior. Nem o próprio acordo de pagar a partir de 2019 em dia ocorrerá. Funcionamos de modo deficitário.

O servidor deve ganhar bem e receber sem espera? Óbvio. Mas essa demagogia sem orçamento já nos levou a ter a maior folha do funcionalismo público entre os estados do país. Já comprometemos cerca de 80% de tudo que arrecadamos na esfera estadual com funcionalismo.

Todo mundo, por exemplo, adora dizer que os salários da nossa vizinha Paraíba estão em dia. Mas ninguém se preocupa em comparar a diferença sobre quanto ganha qualquer profissional público aqui e lá. Do asg ao auditor pagamos vencimentos bem mais elevados por essa agenda sem fim irresponsável.

É chegada a hora do RN debater o problema com racionalidade e não deixar se engabelar pelo discurso oportunista da vez. Disto depende o nosso futuro.

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