E o Lula? E o PT? Centro continuará sangrando

Pense numa pergunta que enche o saco. É uma questão sempre sacada quando algum simpatizante do iliberal Bolsonaro tenta defendê-lo.

O presidente chamou os nordestinos de Paraíba. E o Lula?

Tem proximidade com milicianos. E o Lula?

Nomeou a família inteira. E o Lula?

Cadê o Queiroz? E o Lula?

Bolsonaro agiu contra o COAF em favor do filho. E o Lula?

Seu partido é um amontoado de malucos. Eles são um dos principais entraves contra a reforma da previdência. E o PT?

Por sorte, é uma estratégia com data de validade. O passado visto do retrovisor fica cada vez mais distante.

À esquerda interessa viabilizar-se como polo oposto. Também lhe interessa essa polarização. O governador do Maranhão, Flavio Dino, foi claramente projetado como nome antagônico ao de Bolsonaro após receber ataques do presidente.

Nesse interim, fica de fora a direita moderada, a que mais vem perdendo desde que apoiou o impeachment.

Os incentivos não são para moderação. Tanto é que o governador de São Paulo, João Doria, tenta forjar um PSDB mais à direita.

Penso que o centro político continuará sangrando pelos próximos anos, mesmo que a pergunta “e o Lula” seja desidratada.

O movimento em prol de Rodrigo Maia, o presidente da câmara, por exemplo, carece de algo meio esquecido pelos seus simpatizantes: voto.

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