É preciso realismo para avaliar as consequências político-eleitorais da reforma da previdência

A reforma da previdência deve passar no turno restante na câmara e na sua passagem pela casa revisora, o senado.

A euforia toma conta. Ela é de fato importante, mas é preciso realismo para considerar suas reais consequências políticas e não tomar desejo por realidade.

Seus benefícios demorarão a aparecer, mas a insatisfação será imediata. Em 2020 teremos eleições municipais, momento em que as bases eleitorais são rearranjadas para 2022.

Como os deputados federais não são bobos e estão mais conectados com os eleitores do que a maioria dos analistas, lutaram por cargos e emendas para diminuir os custos políticos de aprovação da reforma da previdência.

Vai funcionar? O tempo dirá.

FANTASIA I

Ok, Rodrigo Maia foi um grande articulador em prol da reforma da previdência, mas o governo também entrou distribuindo cargos, superintendências estaduais e bilhões em emendas. Não é uma crítica, mas uma constatação.

FANTASIA II

É ingênuo supor que Rodrigo Maia será o principal agente a capitalizar sobre a reforma. A maior parte do eleitoral sequer o conhece. Quem parte de tal pressuposto certamente nunca leu uma pesquisa qualis de campanha.

Os ganhos e perdas gerados pela reforma da previdência serão colocados pelo eleitor na conta do governo, em especial, do presidente Jair Bolsonaro.

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