Enquanto Álvaro Dias insiste em mata piolho contra covid, Natal “exporta” doentes para o interior do RN

Prefeitos da grande Natal estão editando decretos para diminuir a circulação do novo coronavírus e aumentando suas fiscalizações. São Gonçalo e Extremoz seguiram as recomendações do governo estadual. Parnamirim, Macaíba e outras cidades virão com decretos na mesma linha esta semana. Enquanto isso, a prefeitura do Natal deixa tudo como se encontra e aposta num tratamento contra piolho já recusado por cientistas, agências de saúde do Brasil e do mundo e até pelo seu fabricante.

Ainda que as pessoas tenham se empanturrado de ivermerctina, Natal hoje tem a pior situação do RN em termos de casos e óbitos da região metropolitana onde o cenário é o mais adverso no RN. Neste domingo, os hospitais de Natal e da RM já estavam com ocupação de 100% e pacientes foram enviados para o interior do estado – em especial, para Mossoró -, que ainda tem poucas vagas.

Os pronto socorros locais privados também não estão em melhor situação. Emitiram comunicados alegando que não estão mais recebendo pacientes covid.

É de extrema irresponsabilidade negar a existência do vírus, o quadro de super lotação e das novas variantes – a que dizimou Manaus é uma delas – entre nós, conforme divulgou pesquisadores da UFRN.

O prefeito Álvaro Dias, que é médico, tem de sair dessa ilha da fantasia em que um remédio sem nenhuma comprovação científica, que não salvou a cidade que representa 24% do RN atingir quase a metade dos óbitos por covid no estado na primeira onda, será a solução agora. Do contrário, as cenas que ocorreram em Manaus podem acontecer aqui também.

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