Entrevistada do Roda Viva aponta o problema da ignorância científica na classe médica brasileira e critica a prescrição da ivermectina contra covid-19

A bióloga Natália Pasternak, entrevistada de ontem (29) pelo programa roda viva da Tv Cultura, apontou a ignorância científica crônica da classe médica, verdade inconveniente que a pandemia expôs. Ela defendeu uma revisão do ensino de ciência das escolas de saúde no Brasil.

A afirmação surgiu no contexto de menção da prescrição irresponsável de ivermectina contra Covid e outros remédios sem quaisquer comprovação científica, prática comum entre médicos brasileiros.

Esse dado costuma ser escondido pela aprovação em vestibulares difíceis, mas decorebas. Cria-se uma falsa percepção de autoridade incontestável da figura médica.

O Rio Grande do Norte vivenciou a prescrição indiscriminada da cloroquina e da ivermectina, esta última droga inclusive em seu uso profilático. Os remédios sumiram das prateleiras das farmácias.

Conforme a entrevistada, está mais do que provado de que, tanto a cloroquina, como a ivermectina não apresentam comprovação científica de eficácia contra a covid-19.

A ivermectina, remédio para piolho, só funcionou em experiência em laboratório contra o coronavírus. Na maioria dos casos, quando funciona em laboratório, não funciona no corpo humano. Daí a necessidade de cautela e de mais testes. Por exemplo, a carga de ivermectina que funcionou para matar o vírus em laboratório equivale a 100 vezes o que normalmente uma pessoa toma. Tal quantidade é extremamente perigosa à vida de quem venha a ingeri-la.

Veja a entrevista na íntegra aqui.

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