Estranho RN: a falta de discurso técnico, o FUNFIR e os torcedores do caos

Em crise, o Estado deve se endividar. Depois que a arrecadação normalizar, ele passa a recompor seu caixa. Assim aprendi nas minhas leituras. O tesouro do RN é favorável a tal operação. É um dos menos endividados do país, mas enfrenta problemas conjunturais de custeio.

No RN, querem fazer o contrário: sem dinheiro pra pagar salários de servidores e aposentados, os tais defensores do erário pregam poupança pra bancar funcionários que irão depender de um fundo daqui há 3 décadas.
É um negócio maluco. O Estado se tora todo mês para integralizar, em 100 milhões, a folha dos aposentados. Mas o fundo feito para pagar, desculpe a redundância, aposentados não pode ser utilizado. No nosso sistema previdenciário servidores da ativa bancam inativos. Aqui querem o contrário. Ou talvez desejem outro cenário.
Há pura e simplesmente gente torcendo pelo pior para pintar de bom moço depois. É a eleição chegando. 
Conforme o Meio Dia RN da 98fm apresentado pelo Bg, o Procurador Geral do Município de Natal Carlos Castim reclamou junto ao Tribunal de Contas do Estado, para tentar impedir que o Governo do RN saque os 300 milhões do fundo previdenciário para por os salários em dia. Até agora não acredito nisso. Num pré-candidato ao governo, procurando inviabilizar o pagamento de salários de outro executivo que ele almeja chegar.
Coincidência ou não, Kelps Lima, deputado estadual, entrou na justiça com pleito semelhante. Ou seja, tentar impedir o saque. Diz que quer proteger futuros aposentados. Cabe a pergunta: e os atuais? Não merecem anteparo? Apesar de se dizer um deputado que prima pela técnica, faltou mencionar qual é a tal técnica que fundamenta seu pedido.

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