Financial Times levanta dúvidas sobre números econômicos do Brasil

Os números duas vezes revisados em menos de uma semana sobre as exportações brasileiras estão sendo encarados com desconfiança por analistas americanos. É o que revela o Financial Times.

As constantes revisões, diante de contas simples, levam a suspeita de que alguém ganhou dinheiro com a manipulação do câmbio. É que, de posse de uma informação de relevo precedente, o agente privilegiado tem a condição de saber como se comportará o dólar. E, em cima disso, ganhar muito dinheiro.

A imprensa nacional praticamente não debateu o fato. A bolha de esquerda colocou o assunto nas redes sociais. Coloquei o assunto no google e apareceu esse texto abaixo. O jornal financial times é o principal periódico na área de finanças do mundo.

Folha de São Paulo

Por Nelson de Sá

Sob o título “Falha nos dados econômicos brasileiros desperta preocupações entre analistas”, o Financial Times (acima) sublinha que “‘pessoas ganharam ou perderam dinheiro’ como resultado da confusão sobre o verdadeiro estado das exportações”.

A reportagem de Jonathan Wheatley afirma que a segunda revisão dos números pelo Ministério da Economia, em menos de uma semana, “lança dúvidas sobre a divulgação de dados-chave e deixa analistas se perguntando se ainda devem confiar na segurança das estatísticas brasileiras”.

O jornal ouve do economista-chefe para América Latina do ING Financial Markets, de Nova York, que “os dados do PIB, embora melhores que o esperado, levantaram dúvidas entre alguns analistas devido a um número extraordinariamente grande de estoques de empresas, um indicador negativo para a atividade econômica”.

Para o FT, as duas revisões “e a possibilidade de mais por vir levantaram dúvidas pela primeira vez sobre os dados brasileiros, há muito vistos como um exemplo de pontualidade e transparência entre os países emergentes”.

Seu editor para a região, Michael Stott, perguntou no Twitter: “Podemos confiar nos dados da maior economia da América Latina?”.

Na semana passada, o jornal havia apoiado em editorial o plano de reformas do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Deixe um Comentário