Fritura de Moro mostra que não existe “super ministro ou super secretário”: quem manda é o chefe do executivo

APONTAMENTO VAZIO

A crônica política também vive de mitos. A cada novo mandato, quer seja de prefeito, governador ou presidente, o papo é o mesmo. Há sempre alguém pintado como super secretário, super ministro.

Apontamento que se revela, como uma lei da gravidade, vazio. O ministro da justiça Sergio Moro está aí para demonstrar que, no nosso sistema, quem manda, a depender da instância, é o prefeito, o governador ou o presidente.

Talvez, nenhuma gestão do passado tenha contado com um membro de primeiro escalão – o Moro – com tanta popularidade e prestígio inicial.

E o resultado do “super ministro” está aí. Irritado com a tentativa de intervenção do ex-juiz no caso do Coaf, Bolsonaro desidrata o dito cujo diariamente, apresentando declarações humilhantes e exonerando todos os indicados do paranaense. O recado é escancarado: peça demissão.

Deveria ficar o aprendizado. Mas o realismo leva a acreditar que, basta o governo mudar, para que a retórica ornada de análise ganhe novamente as páginas das colunas dos jornais.

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