Governadores da Amazônia apoiam discurso de Bolsonaro sobre meio ambiente

Do Congresso em Foco – Durante a reunião com o presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (27), vários governadores do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal reforçaram o discurso do governo federal sobre a política ambiental. A regularização fundiária foi o tema mais mencionado pelos chefes dos poderes executivos estaduais, assim como o Fundo Amazônia.

A regularização se refere, por exemplo, a solucionar as disputas sobre propriedade de terras e contornos de áreas, assim como pagamento de indenização para por áreas privadas que ficaram dentro do perímetro de unidades de conservação, obras de ampliação de infraestrutura, como recuperação de estradas e saneamento básico.  A reunião foi marcada para tratar do combate a focos de incêndio na floresta, mas um dos pedidos dos governadores é que o governo federal estabeleça uma agenda permanente de proteção, conservação e desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Mauro Mendes (DEM), do Mato Grosso, mencionou que as queimadas serão resolvidas em no máximo dois meses, “quando chegam as chuvas” e reclamou do fato de que as “riquezas” em terras indígenas não possam ser utilizadas. “É hora de nós, com a sua liderança, presidente, botarmos o dedo nessa ferida, não queremos tirar terras de índios, nós queremos as riquezas que lá estão e para tirar essas riquezas vamos afetar um ou dois porcento dessas áreas, não mais”, disse.

Mendes também criticou o presidente da França, Emmanuel Macron, mencionando que ele tem interesses econômicos, já que o agronegócio brasileiro e francês são concorrentes no mercado mundial. “Macron está surfando nas cinzas da Amazônia”, disse. A sugestão de Mauro Mendes durante a reunião de trabalho foi aperfeiçoar a comunicação no Brasil e mundo, para que a “guerra de informação” não seja perdida. Ele também mencionou que a imprensa brasileira é “hostil” e “joga contra o país”.

A fala deu abertura para Bolsonaro criticar a imprensa e defender a legalização do garimpo em terras indígenas. “Essa questão está avançada no Ministério de Minas e Energia e vamos apresentar em breve um projeto”, mencionou o presidente da República.

Bolsonaro adotou a postura de, após a fala de cada governador, fazer comentários e críticas sobre pedidos  de criação de novas áreas de preservação ambiental naquela unidade da federação, assim como demarcação de terras indígenas e quilombolas. “Nosso sentimento é não demarcar, essa psicose já extrapolou”, afirmou Bolsonaro. Ele ainda afirmou que, se seu governo começar a demarcar essas terras, “o fogo acaba em um minuto”.

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