“Grandes concorrentes das empresas são os juros, não os trabalhadores”, diz Zenaide

Zenaide Maia, deputada federalJosé Aldenir / Agora RN
Deputada federal Zenaide Maia (PHS), pré-candidata ao Senado Federal

A deputada federal Zenaide Maia (PHS), pré-candidata ao Senado Federal, defendeu uma proposta de emenda à Constituição de sua autoria que limita os juros praticados por operadoras de cartão de crédito a três vezes a taxa Selic (a taxa básica de juros, fixada hoje em 6,5% pelo Banco Central). Em entrevista à 94 FM, a parlamentar classificou as taxas atuais como “exorbitantes”.

“Os grandes vilões e concorrentes das nossas empresas não são os direitos dos trabalhadores, e sim os juros. Enquanto as multinacionais conseguem recursos a 0,5% ao ano, os cartões cobram quase 300% das famílias brasileiras”, destacou a deputada.

De acordo com a parlamentar, além de “extorquir” famílias, os juros praticados pelas operadoras de cartão de crédito prejudicam a própria economia brasileira. “Quando você compra uma geladeira [com cartão de crédito], paga três, quatro, cinco. Assim, você deixa de comprar outros itens e a indústria deixa de produzir”.

Zenaide Maia criticou ainda os gastos do orçamento da União com o pagamento de juros da dívida pública. “No orçamento de 2017, menos de 0,5% foram destinados à segurança pública, 3% para a educação e 3,2% para a saúde. Mas, com pagamento de juros da dívida, foram gastos 50,06%. De tudo que os brasileiros pagam com impostos, metade fica para os bancos”, comparou.

A pré-candidata do PHS comentou ainda que, mesmo com “lucros exorbitantes”, bancos têm reduzido atividades no interior do País. “Estão lucrando bilhões e fechando agências, aumentando o desemprego e matando os pequenos municípios, fazendo com que aposentados tenham de andar 100 quilômetros. E vejam: os bancos têm a comodidade de ter metade do orçamento do País e não se preocupam nem em financiar atividades produtivas, a indústria, o comércio, o empreendedorismo”, disparou.

Por fim, Zenaide pediu que as instituições financeiras do País auxiliem na retomada econômica após a crise. “Nenhum país do mundo sai de uma crise sem o Estado investir. E, aqui no Brasil, temos seis bancos estatais”, finalizou.

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