Instagram é a radicalização da preguiça e da futilidade nas redes sociais

Instagram é a radicalização da preguiça e da futilidade nas redes sociais

Caros leitores, deixem me compartilhar uma opinião. E, óbvio, ninguém precisa concordar. Vou logo dizer abertamente: não consigo gostar do Instagram. Argumentarei sobre o porquê.

A rede social que mais bomba hoje, como me falou um colega, está, é verdade, num nível superior ao Twitter e Facebook. Mas a razão não é das mais gloriosas. Ela eleva a um patamar único a impossibilidade de alguém entrar num espaço virtual e produzir qualquer conteúdo, debate. Só fotinhas pela forma de acesso privilegiada: o smartphone.

Pela sua lógica, é a que menos você acaba saindo dela para navegar por outros conteúdos. A força que a embala é o do mais puro narcisismo aliado ao desejo da busca pela imagem alheia pouco provocadora. É a rede social mais higienizada em relação ao que acontece “fora dela”. 

As rápidas e pequenas mensagens do Twitter, com os meios de difusão de outros conteúdos, criam uma ambiência de muito mimimi, mas também de amplo direito ao contraditório dinâmico. O Instagram não tem, nem de longe, a construção de opinião do twitter, apesar de ter ultrapassado o TT bastante em número de adeptos.

Já o Facebook, a bem da conjugação dos fatos, orkutizou. E daí? Isto tem a ver com democracia de acesso ao mundo digital, além do que ela permite que você forme sua própria rede de relações. Ora, e os malas sem alça, sempre presentes, podem ser ignorados e até bloqueados. Já os “textões”, às vezes enfadonhos, gozam também de utilidade. Em que pese o costume de quase sempre não passarmos do título das postagens, nem tudo pode ser dito em uma única frase.

Vejo no Instagram a radicalização da preguiça, pois que o usuário é pouco instigado. E como um meio em que o internauta pode ficar por horas nele sem ser contrariado em absolutamente nada. Assepsia total. É o mundo mais cor de rosa das redes sociais. Talvez venha daí seu tamanho sucesso.

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