Já acharam o culpado: o porteiro

A revelação de que um dos suspeitos pela morte de Marielle visitou a casa do presidente Jair Bolsonaro no dia do assassinato já tem um culpado: o porteiro.

O ministro da justiça Sergio Moro já investigou e absolveu seu chefe. O procurador geral de justiça, Augusto Aras, também.

O ministério público do RJ diz que o porteiro alegou ter falado com “seu Jair” no momento em que o suspeito pediu para entrar no condomínio. De fato, Bolsonaro sequer estava no Rio de Janeiro na data. Ele se encontrava em Brasília.

Ainda assim, a ficha de anotação de entrada e saída do dia consta o ingresso do suspeito sentido a casa de Bolsonaro, número 58. Ela também foi forjada? O porteiro voltou ao passado para reescrevê la? O porteiro pode ter se equivocado em sua versão sobre diálogo com Bolsonaro, mas não é crível que tenha acessado outra pessoa do sexo masculino na residência? Por que invalidar completamente a testemunha?

Não faz sentido a participação de Bolsonaro no crime. Ainda assim, é preciso investigar, até porque o outro suspeito – quem de fato foi procurado pelo suposto criminoso – é vizinho do presidente, miliciano e segue trancafiado.

O presidente diz ser vítima de armação do governador Wilson Witzel e da rede Globo.

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