Membros da SESAP/RN precisam melhorar o jogo de cintura ou terão direito a pedir música no fantástico

A secretaria de saúde do RN responde a um problema político com falas técnicas no caso da renovação do convênio do hospital Varela Santiago. Tal operação dificilmente deixa de gerar crises.

A pressão para que o governo renove o convênio com o hospital Varela Santiago é enorme. Há 30 anos o executivo repassa cerca de 2,3 milhões para a manutenção de parte do equipamento. Em 2019, a conversa entre os dois entes ainda não ocorreu e o diretor do hospital recorreu à imprensa.

Ora, me desculpa a frieza das palavras, mas na política não se briga contra crianças hospitalizadas e necessitando de cirurgias. Bastava o governo, lá atrás, ter recebido o diretor, tirado fotos e dito que não deixará de medir esforços para normalizar os repasses. Pronto, a crise estaria debelada.

Ao invés disso, foram falar em planos de metas, viabilidade econômica, etc. É algo que, por mais verdade que contenha no discurso, ninguém quer ouvir.

HOSPITAL RUY PEREIRA

O fechamento do hospital era tecnicamente correta. Escrevi alguns textos defendendo a medida. Mas a forma foi errada em sua concepção, o que gerou, na prática, a crise e o recuo.

Governo não fecha nada. Governo é solução. Se a secretaria de saúde tinha um parecer do corpo de bombeiros, falas de comissões técnicas dos vereadores da CMN e da Assembleia, etc, versando sobre a ausência de condições de manutenção das atividades no prédio alugado por 2,4 milhões. Este seria o caminho para justificar o encerramento das atividades.

Bastava o Estado aparecer depois como aquele que resguardaria o número de leitos do Ruy Pereira em outro local.

A NECESSIDADE DE RECEBER OS DEPUTADOS ESTADUAIS

A secretaria de saúde é uma área em que há muita procura por parte dos deputados estaduais pressionados por suas bases por serviços no setor.

Recebê-los é socialmente importante e politicamente incontornável. Os deputados têm reclamado da distância da SESAP para com os seus pleitos.

A tendência é que, desconsiderados, eles imponham derrotas ao governo, levando os membros da Sesap para passarem apaerto na Assembleia. Administrar os pedidos dos deputados impede revés maiores posteriormente.

Os membros que administram a SESAP precisam melhorar o jogo de cintura, devem se render ao bambolê da política. Do contrário, já já virá a terceira crise e o secretário Cipriano terá direito a música no fantástico.

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