Natal paga pela ausência de competição eleitoral

A competição eleitoral entre os grupos políticos tem a virtude de fomentar diversos projetos e saídas para os dilemas de uma sociedade. Nunca o debate de resume a uma única tese sobre como administrar.

Sem grupos distintos ambiciando de forma planejada chegar ao poder em Natal, a cidade é quem paga sem inovações e perspectivas de mudanças.

A mesma elite política comanda Natal há duas décadas. E, pelo que as pesquisas demonstram, continuará assim. Não porque não exista insatisfação, mas pelo fato de não existir oposição interessada em galvanizar críticas e propor alternativas.

Com isso, continuaremos sem saber as condições financeiras da prefeitura, que mês passado atrasou salários.

Não haverá novos projetos na área de turismo e cultura: até as bandas contratadas serão as mesmas.

Saúde e educação continuarão patinando.

Planejamento urbano inexistirá. Fui recentemente a João Pessoa e me impressionei com a diferença na organização da cidade.

Mas sem oposição interessada em competir de fato, o eleitor vai no mesmo projeto.

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