06/03/2016
Goianinha: A teimosia de se discutir o vice de Berg Lisboa
Phablo Galvão Phablo Galvão
A parceria Lisboa/Rocha em Goianinha vem desde a saída de Dison da prefeitura em 2008 ficando firmada com a indicação de Junior para a sucessão. Na eleição de 2012, Dison tentou voltar para um possível terceiro mandato mas acabou sendo atropelado pelo amigo e foi disputar uma cadeira de vereador, no entanto também lhe coube indicar o nome de Berg para compor a chapa com o prefeito Junior Rocha. 

Chegando em 2016 o quadro segue no mesmo estilo apenas invertendo a posição entre o vice e o prefeito da chapa. Acontece que nesse cenário atual, como muito já foi falado nesta coluna, a composição ainda não decolou. E diante da proximidade da campanha, lanço a seguinte questão: Por que continuar seguindo com essa união? Não seria mais fácil buscar um nome que pudesse somar e fortalecer o grupo governista? 

Não consigo pensar em outra situação que não seja essa no sentido de que parece que a população é obrigada a aceitar uma decisão que vem de cima. Sim, parece uma imposição e aí é bom lembrar que a população em diversas partes e lugares já vem demonstrando que não aceita. O exemplo mais recente, foi a candidatura de Henrique Eduardo Alves (PMDB) ao governo do estado. Costurou muito em cima mas não foi capaz de combinar com a população que, vale lembrar, é quem elege ou não. E o resultado todo mundo sabe. É com esse exemplo que o grupo governista pretende seguir?  

Já escrevi em outro texto e torno a repetir: Por que o PMDB do prefeito não busca um outro nome que possa agregar mais positivamente à chapa governista? Insistir no sobrinho/secretário nada mais é do que uma imposição egocêntrica. É hora de pensar no grupo e no projeto, se é que ele ainda existe. Já não basta o estrago que tem causado no município de meados do ano 2014 pra cá? 


Outras opções

É interessante perceber que o problema é todo voltando na falta de carisma, apelo e confiança que a atual dobradinha oferece. Com certeza deve ter outros, mas aqui vamos se ater a esses. Vejo que dentro do grupo existe outras opções que pode muito bem balançar e levantar essa questão. Separo quatro nomes: os vereadores Luizinho Professor, Ademar, Dema e a da secretária Karla Rocha. Essa última, já que o prefeito parece preferir beneficiar sua família.

Começando pela secretária Karla Rocha, acredito que o seu nome tem mais respeito do que o do atual pré-vice. Karla tem feito um trabalho admirável à frente da secretaria de Saúde. Trabalhar com saúde não é fácil nesse Brasil. Mesmo diante das dificuldades, a pasta comandada pela secretária consegue ser hoje o carro-chefe da gestão Junior Rocha. Poderia está bem melhor é verdade, mas está também longe de ser uma das piores. Não digo que a saúde em Goianinha é perfeita, digo apenas que a equipe faz um trabalho excelente na medida do possível. Com suas pequenas falhas aqui e acolá, no entanto nada generalizado. Então, se caso o prefeito faz mesmo questão de que o vice seja um parente seu, é mais "justo" indicar Karla que tem um trabalho de respeito e elogiado. Num é não?

Não vou me ater a traçar um cenário onde o vice possa ser os vereadores Ademar ou Dema. Vejo que existe possibilidades que podem ser trabalhadas com ambos. Só que diante do grupo, acho difícil emplacar seus nomes. Por outro lado, nos bastidores, o nome que vem ganhando destaque e força cada vez mais é o do vereador Odilon Barbalho com possibilidades reais de ficar com a vaga. Aqui, foco no meu preferido: Por que não sacudir essa disputa eleitoral com a dobradinha Berg Lisboa e Luizinho Professor? 

Aí volto para a questão do carisma. O vereador Luizinho, tem de sobra. Penso ser o seu nome o mais conciliatório e agregador dentro do grupo Dison hoje. Luizinho tem um trabalho conhecido. Assim como Berg, também conduziu a secretaria de educação e impôs sua marca . É popular e sem falar que o professor também já chegou a ser o vereador mais votado da história de Goianinha. O vereador em questão tem histórico, trabalho elogiável e não chegou onde chegou apenas por portar um sobrenome. 

É inegável que a chapa Berg/Luizinho é mais representativa, carismática e confiável do que a chapa Berg/sobrinhoRocha. Não acha?

#Ficaadica 

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