O maior absurdo político da história de Natal

Eu já vi muita coisa na política local. Mas certamente esse é o maior absurdo de nossa história.

Na 98FM:

“Nós tivemos consciência quando adotados a Ivermectina, que ela faz efeito, claro que faz. Serve como preventivo e terapêutico também”, disse o prefeito de Natal Álvaro Dias.

É preciso entender que a Covid-19 gera sobre os infectados:
80% de assintomáticos/sintomas;
15% dos que precisam de cuidados clínicos;
5% que chegarão a UTI / e 1% morre;
Ou seja, 99% dos infectados se curarão com cloroquina/ivermectina ou tomando sorvete.
Ao distribuir politicamente o remédio em massa, as pessoas terão a sensação de que foram curadas pela prefeitura e retribuirao com voto. É o cálculo político de fundo.

O clientelismo com farinha pra covid-19 ganha ainda maior amplitude, se adicionarmos a distribuição de remédios que não funcionam, alegando que eles protegeram até quem não pegou a doença, como o Prefeito Álvaro Dias disse acima.

A ação alcançará toda a população amedrontada e desejosa por um conforto.

Os dados citados acima não são meus. Eles vêm de estudos epidemiológicos da doença feitos na Coreia do Sul e que também foram encontrados nos EUA.

Por mais que se denuncie uma das explorações mais absurdas do medo das pessoas em uma eleição que já se viu nessa cidade, acho difícil reverter. A opinião se encontra cristalizada. A politização da classe médica é a pá de cal na consagração dessa coisa toda.

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