O MPT irá perder se ganhar a queda de braço contra o grupo Guararapes

O MPT irá perder se ganhar a queda de braço contra o grupo Guararapes

O empresário Flavio Rocha vinha bem nas suas manifestações em favor do pró-sertão e das facções instaladas na região do Seridó e no movimento de crítica ao Ministério Público do Trabalho até o momento em que começou a fulanizar ataques. Ele acabou passando do ponto. Porém, a dificuldade demonstrada pelo MPT de sentar na mesa de negociação, além do uso de ações judiciais, criação de forças tarefa e muitas notas nacionais, pode fazer com que o parquêt se ponha, ao menos aqui no RN, em situação complicada.

Na pior das hipóteses, o grupo guararapes de Flávio Rocha não irá perder. Pegará os empregos que ainda produz em terras potiguares e levará para o Paraguai. A multa de 38 milhões de reais? Ah, uma organização daquele tamanho certamente tem reserva para tanto e muitos advogados contratados para arrastar o debate nos tribunais.

A questão é que nunca existiu, ao menos aqui no nosso estado, uma resistência tão grande contra o Ministério Público. Cidades inteiras falam do MPT como se fosse um órgão aparelhado para atrapalhar o Rio Grande do Norte. Certamente, uma injustiça, mas que ganhou, diante da confusão instalada, não poucos adeptos da tese. A pecha de “contra o trabalho”, caso a guararapes vá embora, deixará fortes marcas na atuação dos procuradores.

O melhor a fazer é não tomar a disputa como um cenário em que alguém ganha e o outro perde. Nesta lógica, o MPT estará condenado, ao menos perante os norte-riograndenses.

FLAVIO ROCHA, A ESQUERDA E O RESSENTIMENTO PELO IMPEACHMENT

Os grupos que acompanham incondicionalmente o trabalho do MPT precisam parar de utilizar o caso como forma de desgastar Flavio Rocha porque este apoiou o impeachment de Dilma Rousseff. Falo isto apenas se o interesse a ser levado em conta tiver relação com o nosso RN. Além do que, do ponto de vista político, isto até pode trazer dividendos em âmbito nacional. Só que na perspectiva local, os trabalhadores e seus familiares, que estão temendo pela perda dos empregos, não vão gostar nadica de nada. E, ora, serão devidamente informados por outros grupos políticos interessados em seus votos. Depois não adiantará reclamar e alegar oportunismo. Ele está vindo de ambos os lados.

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