O país do futebol?

O país do futebol?

Jornal Agora RN

Por Daniel Menezes

A copa do mundo de futebol, evento máximo do esporte tido como mania de brasileiro, se aproxima e, com ela, uma apatia já notada por especialistas e formadores de opinião. Não é possível assistir àquele auê pré-copa verde amarelo de outrora.

Muitas explicações vêm sendo levantadas. Há quem defenda que o desempenho ruim de 2014 apagou aquela chama de esperança em relação ao título. Não são poucos os que atribuem aos casos de corrupção envolvendo a confederação brasileira de futebol uma razão para a vergonha amufinadora. Por fim, setores ligados aos partidos de esquerda argumentam que a ausência de camisas da seleção pelas ruas teria interação com uma recusa de um símbolo utilizado para embalar um impeachment que prometeu um resultado não gerado.

Não querendo tirar o quantum de razão que cada narrativa cultive, é bom atentar para o fato de que, cada vez mais, o brasileiro gosta menos de futebol. Há diversas pesquisas mostrando que o esporte bretão, ainda hegemônico no país, perde paulatino espaço para esportes radicais, MMA, entre outros.

Acontece uma alteração de longa duração consistente capaz de ser vista na paisagem natalense – academias de jiu-jitsu e box de crossfit adornam o urbano da capital. É uma transformação visível entre as novas gerações, principalmente.

Talvez com a proximidade do evento os brasileiros se animem. Uma desculpa para fazer festa e encurtar o expediente de trabalho. Mas é de suspeitar que, daqui em diante, teremos copas assim enquanto bares lotam para assistir finais do UFC. Um acirramento histórico irreversível.

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