O presidente da assembleia Ezequiel Ferreira agiu para enfraquecer o governo de Fatima

A assembleia escalou um deputado estadual de oposição para relatar a lei de diretrizes orçamentárias, principal peça de planejamento do orçamento potiguar para 2020. Provavelmente, não haverá mudança durante os próximos anos. A medida já era claro indício do enfrentamento entre executivo e legislativo e da maneira como o presidente da AL, Ezequiel Ferreira, se posicionava diante da disputa.

O relator José Dias, hoje do PSDB de Ezequiel, atuou para cortar pontos que inclusive já defendeu no passado. Por exemplo, seu relatório não contempla a devolução das sobras orçamentárias dos poderes (TJ, AL, MP, Defensoria e TCE).

O governo insistiu sobre a medida e foi derrotado por 12 votos a 11, tendo na figura do próprio Ezequiel, que precisou se expor, a escolha de desempate.

Com isso, entraremos nos próximos anos como sempre: executivo tentando fazer com que um orçamento de 3 tampas feche cinco garrafas, enquanto a própria Assembleia vive em realidade paralela.

Ezequiel agiu para manter o status quo que deixa a Assembleia como uma máquina eleitoral fortíssima e o governo do Estado lutando para, no máximo, pagar a folha em dia. Não precisa desenhar.

ALEGAÇÃO

O presidente Ezequiel Ferreira alega que a Assembleia já devolveu 66 milhões ao executivo. Se a prática é constante, cabe perguntar: por que os poderes ainda fazem poupança com três folhas salariais em aberto?

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