O RN e o silêncio sobre a ilha de riqueza dos poderes

O RN E O SILÊNCIO SOBRE A ILHA DE RIQUEZA DOS PODERES
O nosso RN tem uma sociedade civil pouco organizada. Até mesmo os sindicatos, sempre atuantes, seguem em silêncio.
A Assembleia vota a Lei de Diretrizes Orçamentárias para os próximos quatro anos. É a principal peça que irá normatizar a distribuição de recursos por aqui.
No projeto, as sobras orçamentárias dos poderes seguirão intactas. Isto significa que, enquanto o Estado sofre, os poderes (TJ, MP, Defensoria, TCE e AL) continuarão como ilhas de riqueza.
Hoje, eles têm uma poupança de cerca de 150 milhões de reais, enquanto há três folhas salariais dos servidores em aberto.
O relator do projeto, o deputado estadual José Dias, histórico defensor da medida durante o governo de Robinson Faria, agora na oposição, mudou de opinião e é contra. Ele retirou a diretriz sobre a devolução das sobras do projeto apresentada pela gestão de Fátima Bezerra. A manutenção do absurdo foi atingida na comissão de finanças da casa. A base governamental tentará reverter no plenário.
A montanha de dinheiro guardada pelos poderes em tempos de crise é uma jabuticaba potiguar. Nem a união, nem os demais Estados praticam tal excrescência.
Por que a sociedade civil não pressiona?

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