O RN pode ficar sem Proadi e sem Proedi

Um grupo de deputados atua para tentar derrubar a aprovação do Proedi, programa de estímulo ao desenvolvimento industrial do RN. O projeto representa uma modernização do Proadi e uma forma de adequar o RN à guerra fiscal que nos coloca em desvantagem na disputa com estados vizinhos.

O Proadi dava dinheiro, através da agência de fomento, às empresas que aqui se alojavam, ao invés de desonerá-las. O PROEDI desonera e simplifica a operação. A estimativa, conforme fontes no governo acessadas por este blog, é que ocorra uma economia de 400 milhões durante a atual gestão. O RN perdeu mais de 20 mil empregos diretos na indústria na última década, de acordo com dados do governo, por conta do modelo praticado pelo Proadi.

No longo período todo mundo ganhará com o proedi, na medida em que a economia será estimulada. Até as prefeituras ganharão, mesmo que agora tenham perdas momentâneas. Porque no Proadi elas acabavam mordendo, via comissão sobre o ICMS, parte do dinheiro que o governo entrega às empresas e depois retorna, numa operação artificial, anticompetitiva e morosa, aos caixas do tesouro potiguar. A atitude desse grupo de deputados é incompreensível, apesar de ser sintoma objetivo do que nos trouxe até aqui.

Na insegurança gerada, vamos ficar é sem os dois e perderemos mais empresas para a Paraíba, Pernambuco e Ceará.

Deputados apresentam projeto para sustar decreto que criou PROEDI

Com a assinatura de nove deputados estaduais, foi protocolado nesta terça-feira (01) na Assembleia Legislativa, projeto de lei sustando o decreto que cria o PROEDI – Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte. A matéria foi discutida em plenário e os deputados chegaram a conclusão que o decreto fere a Constituição e, portanto, alegam a sua inconstitucionalidade.

Assinam o documento os deputados Gustavo Carvalho (PSDB), Tomba Farias (PSDB), José Dias (PSDB), Galeno Torquato (PSD), Getúlio Rego (DEM), Nelter Queiroz (MDB), Alison Bezerra (SDD), Kelps Lima (SDD) e Coronel Azevedo (PSC).

Segundo os parlamentares que assinaram o documento, é importante uma maior adesão de deputados no apoio a proposta. De acordo com eles, o projeto penaliza os municípios do Estado, e muitos já estão em situação financeira muito complicada e a Assembleia também precisa discutir este programa que foi criado por decreto, sem passar pela Casa.

Deixe um Comentário