O RN viveu sua doença do petróleo e a culpa não é da classe política de hoje, mas aquela que não soube aproveitar o momento no passado

O RN já chegou a ser o maior produtor em terra de petróleo do país. Jorrava dinheiro de royalties em diversas cidades e o governo do RN também tinha acesso ao seu legítimo quinhão.

O problema é que a petrobras vem – e não é de hoje – diminuindo suas operações nas terras de Poti. É uma decisão de mercado. Não há culpados na política para isso, apesar do jogo de empurra-empurra.

É contraditório cobrar que a Petrobras atue como empresa e, ao mesmo tempo, querer que senadores e deputados tenham o poder de fazer a dita organização a colocar recursos sem vantagens competitivas entre nós.

O RN viveu sua doença do petróleo – doença holandesa -, achou que os recursos nunca acabariam e eles se foram. É assim.

O nosso erro, portanto, não está no futuro (ou no presente), mas no passado. Não construímos outras linhas de desenvolvimento, enquanto estavamos numa maré positiva. Deve ficar a lição.

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