Estelionato em perspectiva: candidatos ao governo precisam dizer de onde virá o dinheiro para suas muitas promessas

O primeiro debate entre os governadoráveis aconteceu na última semana na Band.

Para além dos ataques e estratégias de cada um, fiquei com uma certeza. A perspectiva é que, passado o pleito, teremos um “estelionato” eleitoral implementado, pois, de gogó, todo mundo vai resolver tudo. Ninguém fala apenas no essencial – recursos.

A intenção pode ser até boa. Só que cabe avisar: o RN tem uma máquina pública estadual sem provisões. Para ser mais claro: há mais despesas, muitas delas difíceis de diminuir (salários dos servidores, previdência, duodécimos, etc), do que receitas.

É algo público. Não há invenção aqui da roda. Então, se não há dinheiro para o essencial, como é que os futuros governantes irão acabar com a violência, zerar taxa de analfabetismo, aumentar a UERN, construir hospitais e ainda “valorizar” servidores?! Foram apenas algumas promessas, sem qualquer lastro financeiro, que saíram da boca dos pleiteantes.

Agora, falar como será feito o ajuste fiscal isto ninguém diz. Eu sei. Cobro algo complicado de abordar. Mas o papel aqui é de tentar provocar.

Quais são as indagações inadiáveis? São três:

1. Como o próximo governador(a) irá resolver a quase invencível folha dos servidores, hoje acima da LRF?

2. Como irá desarmar a bomba da previdência estadual?

3. De que modo colocará os demais poderes em suas caixinhas, fazendo com que eles não levem mais orçamento do que deveriam?

Todo o resto depende da resolução de tais problemas. Sem dinheiro não se faz nada.

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