Os ivermectiners e o migué da nova cepa

As projeções de aumento de casos e surgimento da segunda onda são anteriores ao aparecimento da nova cepa do coronavírus de Manaus. É possível ler diversos especialistas na imprensa, alegando que a nova cepa não pode ser saída explicativa para o fato de que não fizemos o dever de casa no Brasil. Mais: que pouco se sabe sobre ela. Apenas que ela é mais contagiosa.

Porém, ela já caiu no gosto de quem defendeu tratamento ineficaz contra Covid-19 e agora precisa se justificar, sobretudo com o crescimento de pessoas com problema no fígado em decorrência do uso descontrolado de ivermerctina.

Os ivermectiners estão dizendo que não foram os remédios utilizados, que geraram os problemas de fígado que estão aparecendo, mas a nova cepa. Evidência disso? Nenhuma. Mas, ora, discurso sem base científica não se trata exatamente de uma novidade.

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