Por que defendo a venda de ativos do Estado do RN

Converso com as pessoas sobre a venda de ativos do RN e não poucas alegam para mim que seria um projeto absurdo. O brasileiro, via de regra, rejeita qualquer tipo de ação que lhe lembre “privatização”. Daí o medo de quem defende tal política de expor seu ponto de vista publicamente. Só que há distorções que precisam vir à tona.

Meus interlocutores contrários ao projeto falam em patrimônio do povo do RN. O que me parece que as pessoas não sabem é que o Estado não usufrui dos seus 6 mil imóveis e, na prática, parte desse patrimônio já está “privatizado”.

Os exemplos mais notórios são o Juvenal Lamartine, o aeroclube, o centro de convenções. Eles são utilizados por grupos privados. Mas eles não são exceção. O Jiqui Club, onde jogava bola até pouco tempo atrás, fica num terreno “emprestado” ainda durante o governo de Aluízio Alves.

O Estado não tem condições de cuidar dos seus 6 mil imóveis. Na prática, foi se desresponsabilizando historicamente e grupos privados ocupando tais espaços. 

Manter os imóveis em questão no controle do Estado nada tem a ver com justiça social. Mas com a manutenção de privilégios. Para passar a servir à população, esse ativo, hoje um passivo para o contribuinte, deve ser revertido em melhoria de funcionamento da máquina estatal.

Agir de outra maneira é perpetuar o modelo que nos trouxe até aqui.

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