Por que nem Barroso nem Gilmar têm razão

Por que nem Barroso nem Gilmar têm razão

Confesso que, de partida, achei legal a enquadrada dada por Barroso em Gilmar no plenário do STF ontem. Porém, analisando com mais calma, vejo o quão deplorável foi aquela briguinha de bar em fim de bebedeira.
 
Assim compacto o caso, tirando os parangolés.
 
Barroso: “você muda a jurisprudência, de acordo com o réu”.
Resumo: prende inimigos e ajuda os amigos.
Gilmar: “você soltou José Dirceu”.
Resumo: é duro agora, mas foi mole com alguém no passado.
Gilmar: “você advogou para bandidos internacionais”.
Resumo: desdenho com o direito ao contraditório e exercício da advocacia, expressos por alguém que emenda se apresentando como defensor dos direitos fundamentais.
 
Conclusões.
 
Ambos disputaram para saber quem condena mais. É o que o STF se tornou?
 
Gilmar ridiculariza a profissão de advogado, usando de um obscurantismo tipicamente lavajateiro que diz: “é bandido advogado que, com o perdão da redundância, advoga para algum acusado de crimes”.
 
A OAB, uma instituição hoje apequenada pela sua conduta diante do impeachment e do seu silêncio diante dos abusos da lava jato contra advogados grampeados no exercício da profissão, amanheceu caladinha.

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