Por que os atrasos de salários e a crise vivenciada pela Prefeitura do Natal não são notícia?

Algo curioso pinta o debate público de Natal: aqui na cidade, os atrasos de salários do Governo do RN geram críticas, demonstrações de preocupação e apresentação do desespero – legítimo – dos servidores. Cabe a pergunta: o funcionário do município não sofre quando seu vencimento não entra em sua conta no momento devido?

Mês passado, a Prefeitura do Natal finalizou a folha de setembro no final de outubro. O blog recebeu reclamações a respeito. Quase, como se diz, ficaram dois salários dentro. E, nem de longe, o mesmo clamor social. Já ocorreram casos em que a data para quitação foi anunciada e não efetivada. A remuneração de novembro segue aberta, apesar de aportes de recursos do governo federal e nova antecipação do IPTU de 2018 para 2017 feita por Carlos Eduardo.

É fato que a máquina estadual é maior e contém mais servidores do que a Prefeitura do Natal. Logo, mais gente protesta quando o compromisso com o trabalhador não é quitado. Porém, não deixa de ser irônico que, ao mesmo tempo em que enfrenta problemas semelhantes aos do governo – dificuldade para pagar os salários, fornecedores, terceirizados, etc -, Carlos Eduardo Alves utilize seu programa partidário para dizer que o RN tem jeito. 

A indagação óbvia deveria ser: se ele sabe resolver o problema do elefante, por qual razão não aplicou a fórmula para superar a crise que se abate sobre Natal?

Estranhamente, ele fala o que quer com extrema tranquilidade sem sofrer o contraditório factual.

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