Preço médio da passagem área sobe 7,9% no primeiro trimestre

Os preços das passagens áreas no Brasil subiram 7,9% no primeiro trimestre de 2018, na comparação com o mesmo período do ano passado, número que já considera a inflação. O ticket médio nos primeiros três meses deste ano é R$ 361,03, enquanto em 2017, o preço era de R$ 334,49. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

No entanto, o órgão não informou o impacto da cobrança pelo despacho de bagagem. A cobrança começou a ser praticada pelas empresas aéreas no ano passado, com a justificativa que as passagens ficariam mais baratas. Para a agência, ainda é cedo para avaliar as medidas, e um balanço sobre o impacto da medida só será publicado em 2022.

— Seria irresponsável pela agência fazer qualquer análise agora — disse o Gerente de Acompanhamento de Mercado da Anac, Cristian Reis. — Esse posicionamento não é para ganhar tempo. É porque não é possível fazer a avaliação nesse momento — acrescentou.

O preço da passagem no primeiro trimestre foi impactado pela taxa de câmbio, que subiu 3,2% no primeiro trimestre deste ano, e pelo preço do querosene de aviação, que acumulou alta de 18,5% de janeiro a março de 2018, na comparação com o mesmo período de 2017, de acordo com a Anac.

Segundo a agência, só o querosene de aviação, por exemplo, responde por 31,4% dos custos do setor aéreo. A demanda por transporte aéreo doméstico apresentou alta de 3,4% no primeiro trimestre.

Enquanto isso, as quatro principais empresas brasileiras de transporte aéreo de passageiros (Gol, Latam, Azul e Avianca), registram lucro líquido somado de R$ 369,2 no primeiro trimestre deste ano, número 3,7% maior que o registrado no ano passado.

A receita com venda de passagens representou 86,9% da arrecadação das empresa, seguido por carga e mala postal (4,8%). A receita com a cobrança de bagagem despachada representou 1,6% da arrecadação. Esse número, no entanto, não considera as bagagens que já estão incluídas nos bilhetes.

No primeiro trimestre do ano passado, quando ainda não estava em vigor a cobrança pelo despacho de bagagem, a receita com cobrança de bagagem representou 0,7%.

Resultado de 2017

Em todo o ano passado, as cinco maiores empresas aéreas de transporte de passageiros e de cargas do Brasil (Gol, Latam, Azul, Avianca e Latam Cargo) registraram lucro líquido de R$ 413,7 milhões. Foi o primeiro resultado positivo desde 2010. Em 2016, o prejuízo acumulado por essas companhias foi de R$ 1,6 bilhão.

Juntas, essas empresa representaram 99,5% da demanda por transporte aéreo público doméstico de passageiros. A receita operacional líquida apresentou crescimento de 8,4% em 2017. Já os custos dos serviços prestados apresentaram aumento de 4,1%.

O Globo

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