Retaliação e (in) coerência das bolhas

RETALIAÇÃO E (IN)COERÊNCIA DAS BOLHAS

Dois dias após as primeiras publicações sobre a vaza jato, o Conselho de operações financeiras (Coaf), ainda ligado a Sérgio Moro, começou a investigar David Miranda, marido de Glenn Greenwald jornalista do The Intercept Brasil.

O Coaf encontrou movimentações atípicas nas contas de Miranda e, contrariando recente determinação do STF e do juiz provocado no caso, publicizou tais informações junto a um jornal de circulação nacional. Miranda alega que sequer foi ainda ouvido, tem renda compatível com o que circulou em suas contas e vai apresentar explicação no momento devido.

O jornal não guarda informação. Se recebeu tem que publicar. Agora, basta ligar os pontos para perceber os porquês sobre o início das investigações e posterior vazamento oficial (e criminoso). Sejamos realistas: até demorou para ocorrer.

COERÊNCIA?

A bolha de esquerda não pode condenar o jornal. Repito: jornal não guarda informação. Seria contraditório com o que defende na vaza jato.

A bolha da direita, em especial aqueles que criticam a vaza jato, deveria condenar o vazamento. Afinal, assim como na vaza jato, a fonte cometeu ação criminosa.

Sim, eu sei. É de uma ingenuidade sem tamanho cobrar coerência em política. Mas se trata apenas de mera provocação.

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