Saiba como Joesley Batista comprou o silêncio de Funaro

Saiba como Joesley Batista comprou o silêncio de Funaro

O doleiro Lúcio Funaro disse em sua delação premiada que se viu alvo de investigações ao começar a ser intimado pela Receita Federal no final de 2015.

Neste mesmo ano, Funaro pediu ao executivo da FBS Joesley Batista mantivesse ele créditos pendentes com ele, para caso fosse prisão. Dias depois, Funaro foi alvo da Operação Cantilinárias e, segundo a coluna do Lauro Jardim, do ‘O Globo’, ele foi procurado por Joesley para que combinassem as versões que apresentariam nas investigações.

Em junho de 2016, Funaro foi preso no âmbito da Operação Sépsis. Foi o irmão de Funaro, Dante, que procurou o advogado da J&F Francisco de Assis para acertar os valores acordados e chegou a receber dois montantes de R$ 600 mil. No entanto, o advogado pediu a assinatura de recibos dos valores e os dois acabaram se desentendendo.

A a irmã Roberta teria dito, então, que a origem do dinheiro era lícita e recebeu um pagamento de R$ 600 mil em setembro de 2016, e outras sete parcelas de R$ 400 mil.

O último montante chegou antecipadamente. O valor, que deveria chegar em maio, foi antecipado para o final de abril. O fato causou estranhamento, mas Roberta foi buscar o valor mesmo assim. Segundo a reportagem, esta última parcela já estava sendo controlada pela Polícia Federal no acordo com os irmãos Batista.

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