Segundo turno: tirem as crianças da sala

Segundo turno é o momento em que o vencedor leva tudo. No primeiro turno normalmente o primeiro colocado é mais atacado e acaba por se vitimizar nessa condição para não atrair rejeição desnecessariamente. Um ou outro candidato recebe ataque de terceiros passivamente por esperar contar com os seus eleitores no segundo turno. Foi o caso de Haddad com Ciro. Portanto, a tendência é que a propaganda negativa aumente na segunda etapa. Teremos uma eleição a partir de agora de “desconstrução”. Correntes de whatsapp aumentarão, chutes na canela, etc. Não é jogo para puros de coração.

Em âmbito nacional, pela primeira vez, o PT enfrentará uma oposição com militância que tem se mostrado mais coesa e organizada. Pesquisas do Instituto Datafolha demonstraram que o eleitor de Haddad é mais “envergonhado”. Isto significa dizer que faz menos campanha, alardeia menos o nome do seu candidato. A militância de Bolsonaro vai no caminho contrário, talvez ganhando para vendedores de Herbalife.

Aqui no RN Fátima não poderá mais apanhar calada, tal como fez no primeiro turno. Terá de demarcar uma diferença e ir também pra cima. Do contrário, correrá riscos.

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