Sem uma reforma nacional da previdência que inclua estados e municípios, governo sofreria nas mãos dos deputados estaduais para aprovar a medida

O senado trabalha para encontrar o melhor caminho em prol da inclusão de Estados e Municípios na reforma da previdência. É um bom presságio. O RN, por exemplo, não pode continuar sem ela.

Há quem defenda que o governo do RN se antecipe e coloque o pacote para a votação na Assembleia Legislativa Estadual. Isto só pode ser por forte excesso de otimismo. Ou desejo para que alguém caia numa arapuca.

Na verdade, alguns deputados têm defendido a antecipação do debate em âmbito local. Mas se constitui como erro grave na política tomar o discurso – e não a prática concreta – como critério de verdade. Políticos experientes não caem em tais armadilhas juvenis.

O histórico do legislativo potiguar é indício da dificuldade. A Assembleia já votou contra medidas, inclusive de reforma previdenciária na gestão de Robinson Faria. Agora, reprovou por 12 votos a 11 a devolução das sobras orçamentárias dos poderes, uma ação de normalização das contas públicas das terras de poti. Por qual razão alguém espera que, por via estadual, a reforma da previdência passaria fácil por aqui?

Não se engane, caro leitor. O governo não teria vida fácil caso fosse obrigado a apresentar a alteração das regras do Instituto de Previdência do RN na Assembleia. Os deputados estaduais usariam a situação para enfraquecer o executivo e seriam porosos ao lobby das corporações. Esta tem sido a prática. O perigo de revés não é pequeno. Então, por que numa reforma dura e impopular seria diferente?

A inclusão de Estados e Municípios pelo senado é o caminho mais racional a apostar. Se não ocorrer será um deus nos acuda.

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