Senador Styvenson viverá de firula?

SENADOR STYVENSON VIVERÁ DE FIRULA?

O senador capitão Styvenson se elegeu com o discurso da nova política, contra os partidos e defendendo a moralidade, o que seduziu muita gente. Segue faltando falar o que pensa para o RN nos próximos oito anos em que ocupará a cadeira de senador, um dos postos máximos da república.

Da campanha até aqui, nada, absolutamente nada saiu de sua boca em prol do desenvolvimento do nosso Estado. Eleito com votação estrondosa, sua agenda se iniciou com uma famigerada seleção para cargos do gabinete, o que gerou muitos aplausos. Ele procurava – e conseguiu – alimentar a falsa tese de que na política ninguém trabalha e só existe apaniguados desqualificados. Aquele jogo retórico pra galera com direito a muita mídia positiva. Na prática, pessoas com currículos extremamente elevados ficaram de fora da primeira fase de sua seleção e, ao término, entraram profissionais com diplomação inferior. Quais foram os critérios? Até hoje ninguém sabe.

Enquanto falta reuniões da bancada do Rio Grande do Norte em que ações diretas, sem salamaleques, para o estado são definidas, defendeu, em discurso no senado, exame toxicológico nas escolas do RN. Ora, qualquer estudante de primeiro período de direito sabe que ninguém pode ser obrigado a se submeter a algo nesse sentido. Ainda mais para acessar um serviço público. Se isso vier a ser proposto, não passará nem das comissões temáticas da casa, pois é ilegal e autoritário. Foi mais uma sinalização para a torcida, que também não gerará nada de real.

Agora, não deixando a linha do seu mandato sair do prumo que escolheu, disse que, em respeito ao povo do Rio Grande do Norte, abrirá mão da seguridade social a que tem direito. Por favor, caro senador, o senhor não cometeu nenhuma falta ao menos contra mim, que sou uma unidade desse povo que você representa. Até porque esta ação entrará na lista de mais uma daquelas sem a menor relevância para mim e também para os potiguares. Primeiro, o senhor tem, repito, direito a receber algo que é seu e ínfimo do ponto de vista orçamentário. E, por fim, tal recurso dispensado voltará para a casa que o senhor atua. Portanto, o suposto voto de pobreza do senador capitão Styvenson não nos ajudará em coisa alguma.

Mas talvez valha a pena lembrar. Há inúmeras questões urgentes a serem enfrentadas pelo Rio Grande do Norte: crise fiscal, violência, etc. O senador seria de grande valia se começasse a olhar um pouquinho mais para elas. Firulas políticas servem para afagar os descrentes de ocasião, alimentam preconceitos e engordam vaidades pessoais. Ao custo concreto de nenhuma consistência efetiva. O RN precisa de mais do que uma nova entronização de uma figura popularesca do passado ornamentada com efeitos especiais do terceiro milênio a procura de likes.

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