Sobre a adesão ao Future-se pela UFRN

SOBRE A ADESÃO AO FUTURE-SE PELA UFRN Uma pessoa antenada me disse que existe receio dentro da referida instituição pela aprovação do Future-se. O temor ocorre pela ausência de posição enfática do reitor da casa contra o projeto. Particularmente, não acredito. Não há espaço para a aprovação do future-se na UFRN. A correlação de força é desigual contra a medida. Acontece, na verdade, um zelo por parte da administração para não vestir a capa de anti-governo, o que pode trazer consequências deletérias reais. A reitoria disse recentemente, em comunicado oficial, que só voltará a debater a ação após delimitação da mesma pelo congresso. É uma forma de não colocar o carro na frente dos bois. Não faz sentido ocorrer uma manifestação rasgadamente política contra a proposta. Seria atrair contra a Ufrn o holofote de um governo anti-intelectualista. A tática é correta e parcimoniosa. Já os oposicionistas e até gente próxima da reitoria também fazem o seu papel. Tentam contrair um protagonismo dentro da universidade, cobrando do reitor Daniel Diniz uma posição mais enfática de rejeição ao Future-se. Amanhã, uma vez reprovada a perspectiva de adesão, esses atores se legitimarão como de “luta” diante de uma clientela majoritariamente contrária a qualquer coisa que saia do ministério da educação. Por fim, podem ficar tranquilos aqueles que temem de fato que um posterior debate em conselhos universitários leve a aprovação do future-se. Estamos diante de reuniões burocratizadas, com relatores escolhidos a dedo – sem nenhum sistema de rotatividade ou sorteio – e um público apressado. Em resumo, são reuniões referendadoras da vontade da administração e é improvável que ela vá de encontro à comunidade acadêmica.

Deixe um Comentário