Sobre a falsa tese do Robinson caloteiro e da Fátima milagreira: proposta apresentada pelo governo ao servidor é boa e precisa do apoio dos potiguares

SOBRE A FALSA TESE DO ROBINSON CALOTEIRO E DA FÁTIMA MILAGREIRA

A SOCIEDADE DEVE APOIAR AS DURAS MEDIDAS TOMADAS PELO NOVO GOVERNO

A proposta da governadora Fátima Bezerra é boa e corajosa. Assumir um calendário de pagamento daqui em diante é algo que não será nada fácil de efetivar diante do déficit que a máquina pública estadual produz enquanto anda. Hoje, gastamos mais do que arrecadamos. Sua proposta de pagar aos servidores sempre dentro do mês trabalhado introduz previsibilidade.

Há, além disso, perspectivas concretas sobre a possibilidade do governo receber cerca de um bilhão de recursos extras em 2019, algo suficiente para zerar as folhas em aberto deixadas pela gestão anterior. Fátima enfatizou que os salários seriam prioridade em face da entrada de tais verbas. Os sindicatos já disseram que recusam o caminho apresentado.

Uma questão de fundo se relaciona com uma expectativa irreal e que choca o servidor. A ideia de que Robinson não pagava porque não queria e que Fátima resolveria tudo por mera vontade política. Mas a tese de Robinson caloteiro e Fátima milagreira é falsa. A crise é real e a falta de dinheiro se faz presente.

O mantra repetido pela esquerda de que as oligarquias tratavam mal os servidores não aguenta cinco minutos de debate racional. As gestões anteriores deram aumentos salariais e incrementaram a folha de um modo que atualmente ela não consegue ser quitada no tempo devido, gerando sempre esse acúmulo sinalizador do caos. Se acha que há qualquer invencionice no texto, basta comparar quanto ganha qualquer profissional aqui nas terras de poti com outro nos demais estados nordestinos.

O outro dado é que o PT, agora governo, é vítima do jogo que já praticou. Os sindicatos ligados ao PSOL e ao PSTU estão na esteira pela busca do desgaste da atual gestão. O movimento é claro e objetivo. Avançar sobre a base hoje ocupada pelo PT no RN. Tirar uma casquinha do revés coletivo. Por isso, já bradaram contra a ideia de parcelamento dos atrasados e também rechaçaram a nova proposição. Como os dados sobre as finanças do RN são públicos, os sindicalistas bem que poderiam sugerir algo distinto dotado de realismo.

Só que pouco importa agora ficar olhando para o passado. A superação da crise envolve muito tempo, medidas duras e sacrifício geral. Não há truque de mágica. A sociedade deve ser solidária com as ações enérgicas que estão sendo tomadas, sob pena da paralisia alcançar toda a máquina pública estadual e os serviços básicos de qualidade requeridos por mais de três milhões de potiguares.

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