Sobre os terroristas da “al jaazera”

Sonho: encerrar todas as minhas redes sociais. É um desejo paradoxal, pois meu blog se tornou conhecido pelo uso que fiz do facebook, twitter, etc. Mas penso, sinceramente, que a grande maioria que está aqui não quer saber de argumentar, já tem opiniões prontas e ainda recebe uma mãozona do algoritmo para se isolar e, quando o sujeito é confrontado, brigar. A fla-flu ocorre em torno de pautas cada vez mais bestas. O poço não tem fim.

Sério mesmo, gente. O besteirol é diário o que acaba criando uma expectativa sempre negativa. Só que a última, a dos “terroristas da al jazeera”, superou bastante o festival de bobagens. E detalhe: falo sem qualquer intenção de chamar alguém de burro. Não acredito que boa parte da galera que vejo vociferar contra a senadora Gleisi Hoffmann, que clamou ao mundo árabe pela emissora Al Jazeera por Lula, nada diferente do que faz em qualquer local que frequente, não saiba que se trata de um grande canal de tv (e não do grupo al qaeda). Também não acredito que boa parte de tais sujeitos não separe arabe de terrorista.

A senadora Ana Amélia, que atiçou sua torcida em pronunciamento em plenário, sabe muito bem que são coisas distintas. Ela explorou o assunto porque, pelo faro político diante do momento, produz uma incursão a partir do que vou falar agora. A questão é que se instalou uma xaropada, uma demarcação entre ser ou não petista que engole todo mundo. Daí que, entre correr o risco de ser enquadrado como “petista” ou passar vegonha falando burrices, há pessoas que estão preferindo a última opção. E não há nível de instrução formal limitador para a derrapada vexaminosa. Há tanta coisa para criticar e debater, mas o radicalismo fez das verdades mais elementares um objeto de disputa ideológica. Está chato, muito chato.

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