SOBRE O AUTOR


Cientista Político, Doutor em Ciências Sociais (UFRN), Professor Substituto da UFRN e diretor do Instituto Seta. Autor do livro: pesquisa de opinião e eleitoral: teoria e prática. E co-autor do Geografia do Voto em Natal.

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Atualizada em 19/06/2017 às 13h06
A ex-prefeita de Natal e ex-governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria, falecida na última quinta-feira (15), recebeu as homenagens dos vereadores da Câmara Municipal de Natal. Em sua rápida passagem pelo Legislativo natalense como vereadora, e na condição de 2ª vice-presidente da Mesa Diretora, ela marcou o parlamento com uma postura firme, discreta e justa. 

Wilma de Faria iniciou sua carreira política como secretária de Trabalho e Bem-Estar Social do RN em 1983, sendo eleita três anos depois deputada federal. Conquistou seu primeiro mandato como prefeita de Natal em 1988, feito que repetiu outras duas vezes. Em 2002 foi eleita governadora do Rio Grande do Norte e reeleita para o cargo em 2006.   

"Trata-se de uma das maiores forças políticas da história do Rio Grande do Norte, um fenômeno eleitoral que conquistou multidões. As pessoas defendiam as bandeiras dela com paixão. Foram campanhas memoráveis, vitórias espetaculares e gestões bem sucedidas. Os parlamentares do Legislativo natalense tiveram a oportunidade de conviver com um mito. Foi uma honra tê-la conosco", declarou o presidente da Câmara, vereador Raniere Barbosa (PDT).

A “guerreira”, como Wilma ficou conhecida, foi a primeira mulher a ser eleita prefeita de Natal, primeira governadora do RN, além da primeira potiguar a ser eleita deputada federal. Sua trajetória representa um marco na luta pela participação feminina na política.

"Ela abriu o caminho para as mulheres nos espaços de poder. A política sempre foi um ambiente machista, principalmente na época que ela disputou suas primeiras eleições. Precisou ter muita coragem e determinação para furar essas muralhas. A alcunha de guerreira não surgiu a toa. Nós mulheres temos uma dívida de gratidão muito grande com Wilma", ressaltou a vereadora Nina Souza (PEN). 
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Atualizada em 19/06/2017 às 13h06
A cidade de São Gonçalo do Amarante foi alvo de uma ação de segurança preventiva realizada na última semana pela equipe da Operação Lei Seca do Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran). A medida denominada Bairro Limpo teve o objetivo de evitar atos criminosos na região patrulhada pelos policiais militares da Lei Seca. O coordenador da Operação Lei Seca no RN, capitão Isaac Paiva, informou que durante a ação preventiva diversos suspeitos foram abordados e verificadas a posse de arma e drogas, porém nenhum aspecto dessa natureza foi flagrado pelos policiais. O capitão contou ainda que os policiais realizaram tanto o patrulhamento móvel como o em pontos fixos. “O Bairro Limpo é um serviço policial de prevenção o qual a Operação Lei Seca também vem realizando”, explicou. A Operação Bairro Limpo empregada pela equipe da Lei Seca do Detran já responsável pela prisão de acusados de roubo, pela recuperação de veículos roubados e por inibir ações delituosas nas áreas onde os policiais estão patrulhando. A ação já foi desenvolvida nas áreas do litoral do estado, a exemplo da Praia de Pirangi, e em bairros da capital como o de Cidade da Esperança e Petrópolis, como também em cidades do interior do Estado. O serviço é mais uma contribuição do Detran para a segurança do cidadão. 
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Atualizada em 19/06/2017 às 13h06
A sequência de fiscalizações realizadas pelo Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran) nas rodovias estaduais tiveram andamento na última semana com abordagens a veículos nas RNs 269 e 120, nas proximidades da cidade de Nova Cruz, na região Agreste. No total foram fiscalizados 163 veículos, sendo oito automóveis apreendidos. Quatro carros e três motocicletas. O trabalho de fiscalização do Detran/RN realizado em parceria com o Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE), tem como foco o combate ao roubo de veículos, como também zelar pela segurança no trânsito combatendo o desrespeito a legislação de tráfego. Nas abordagens, agentes inspecionam a documentação do veículo e condutor, itens de segurança do automóvel e ainda passam orientações importantes de direção segura no trânsito. Na primeira semana deste mês a fiscalização passou dois dias de intervenções divididos entre a RN 160 e a cidade de Brejinho. Foram abordados e fiscalizados 388 veículos e alguns condutores foram notificados por apresentarem irregularidades nos documentos exigidos pela fiscalização. Uma motocicleta foi apreendida e recolhida ao pátio do Detran e uma CNH retida. As ações de fiscalização no interior devem ser continuadas durante todo este mês.
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Atualizada em 19/06/2017 às 13h06

A entrevista do Joesley JBS ao semanário global publicada neste último fim de semana foi negociada por uma semana entre as partes, perguntas foram analisadas previamente e, pela terminologia que ele empregou, provavelmente suas respostas submetidas ao crivo jurídico de terceiros - público (com quem fechou acordo de colaboração) e privado (seus advogados). Na não tão vã ignorância do passado, indagações feitas apenas pra o interlocutor cortar tinha próxima relação com o que é comumente chamado de jornalismo chapa branca. E os interesses em jogo eram objeto de suspeição.

Foi uma festa. A narrativa é da vítima empresarial que se viu obrigado a fazer negócios do jeito que o levou a ficar bilionário porque foi obrigado. Empresários são achacados, nunca achacadores. O PT e o PMDB são organizações criminosas. E a corrupção no Brasil tem um novo chefe. Antes era Lula. Agora é o Temer. Posso supor, com otimismo, que se ele for retirado ela desaparecerá? É o que esta lorota de procurar um cabeça gera como falso entendimento.

Por fim, os procuradores são "rapazes novos e inteligentes", conforme o Joesley. O jornalista ainda questiona, assim meio como quem não quer nada, sobre anistia ao caixa 2 e o projeto de abuso de autoridade que tramita no legislativo. Ora, pra acabar com a operação Lava Jato, sentencia o delator agora portador de um ativo invejável: a possibilidade de dizer o que é verdade e o que não é. Os vários crimes dos quais é acusado o dono da JBS não despertam a curiosidade do entrevistador.

O Michel Temer tem de ser retirado do cargo. Sua fides implícita ruiu. Vísceras estão expostas. Pego com a mão na botija, não tem a menor condição de representar nada, nem ninguém. Apenas algumas dúzias de desesperados que querem acabar com uma legítima investigação.

Hoje, sua falta de legitimidade tem potencial para acabar de vez com o restinho de sensatez entre àqueles que lideram nossas instituições. Este recurso se encontra escasso pela própria análise do que foi empreendido com a entrevista. Quando um presidente não tem a menor condição de reagir contra um insidioso bate bola entre uma rede de comunicação, um empresário colaborador premiado autor do crime de lesa pátria de levar bilhões de nossas divisas e empregos para outro país e um ministério público ansioso por influenciar a pauta do congresso é porque a coisa se esfacelou de vez.

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Atualizada em 19/06/2017 às 13h06

O procurador geral da república e coordenador da força tarefa da Lava Jato, Dertan Dallagnol, caiu numa casca de banana chata de se levantar após o tombo. Ele admitiu que cobra pelas palestras que profere. Nas suas aparições remuneradas, ele fala sobre a lava jato, política e o combate à corrupção.

Ao responder os críticos, alegou que a maior parte do que cobra vai para um fundo que pensa medidas contra a corrupção e que só nunca falou nada a respeito porque não queria auto-promoção.

Pois bem, como servidor terá de explicitar essa situação e receberá, certamente, muita encheção de saco.

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Atualizada em 16/06/2017 às 12h06

Morreu no final da noite desta quinta-feira 15, feriado de Corpus Christi, aos 72 anos, a ex-governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria. Wilma, que cumpria mandato como vereadora de Natal, estava internada no Hospital São Lucas desde a última semana para continuar o tratamento contra um câncer no duodeno. Nos últimos dias, seu estado de saúde havia se agravado. Ela respirava com a ajuda de aparelhos, mas não resistiu.

A morte da ex-vereadora, que havia tirado licença da Câmara Municipal de Natal, sendo substituída por Dickson Nasser Jr. (PSDB), foi confirmada às 23h40. Ela deixa quatro filhos – a deputada estadual Márcia Maia (PSDB), Ana Cristina Maia, Cíntia Maia e Lauro Maia – e 13 netos.

O corpo de Wilma de Faria será velado no Palácio da Cultura, na Praça 7 de Setembro. O sepultamento, por sua vez, ocorre no Cemitério Morada da Paz, em Emaús.

Trajetória

Mestra em Educação e especialista em Sociologia, Wilma Maria de Faria nasceu em Mossoró, na região Oeste, e cresceu em Caicó, no Seridó. Era professora aposentada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde se licenciou em Letras.

Sua trajetória política foi marcada pelo pioneirismo e ousadia. Quebrando a forte herança machista no estado, Wilma foi eleita a primeira deputada federal pelo RN em 1986, atuando em defesa dos direitos dos trabalhadores – o que lhe rendeu nota 10 do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Em 1988 se elegeu a primeira prefeita de Natal, cidade que administrou por três mandatos (1988, 1996 e 2000). Já no ano de 2002 marcou mais um capítulo da história política do estado, ao ser eleita a primeira mulher a governar o Rio Grande do Norte, liderando uma frente de pequenos partidos. Foi reeleita em 2006.

Wilma de Faria também foi vice-prefeita da cidade do Natal entre 2012 e 2016, e presidente estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB/RN) por 20 anos. Atualmente era vereadora de Natal pelo Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB) para a legislatura 2017-2020.

Legado

Por onde passou, Wilma foi reconhecida pelo seu trabalho e dedicação, principalmente na área social. Mas foi à frente do executivo estadual que a ‘guerreira’ desenvolveu suas maiores ações e obras, entre elas a expansão da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN), a Refinaria Clara Camarão, em Guamaré; a Ponte de Todos Newton Navarro, em Natal; a Ponte da Ilha de Santana, em Macau; a Ponte de Jucurutu; o Complexo Turístico Ilha de Santana, em Caicó; a Revitalização da Av. Rio Branco, a construção do Expocenter e a implantação do Curso de Medicina, em Mossoró.

Destaque ainda para o Programa de Segurança Alimentar, com os Restaurantes Populares, assim como a duplicação do número de Centrais do Cidadão; além de ter realizado um grande programa rural de apoio ao homem do campo: o Desenvolvimento Solidário.

Wilma orgulhava-se também de ter melhorado os índices socioeconômicos do estado, sobretudo em energia eólica, que alçaram o RN de zero em energia limpa ao 1º lugar nos leilões do país, além de no turismo, principal atividade econômica, ter colocado o RN como destaque do Nordeste.

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Atualizada em 16/06/2017 às 12h06

Desde que a delação do Grupo J&F – controlador da JBS – veio à tona, em 17 de maio, o governo liberou quase R$ 1 bilhão em emendas parlamentares, a maior parte para a sua base aliada no Congresso. O repasse desse volume de recursos a deputados e senadores já estava previsto e a liberação coincidiu com o agravamento da crise política.

Para arregimentar apoio à reforma da Previdência – projeto considerado crucial pelo Planalto –, a Secretaria de Governo da Presidência, responsável pela articulação com o Congresso, já tinha pedido a antecipação do pagamento de R$ 1,8 bilhão em emendas parlamentares para conseguir reverter o placar desfavorável ao projeto na Câmara. A previsão era de desembolso de R$ 1 bilhão em abril e R$ 800 milhões em maio.

Levantamento feito por consultores do Orçamento no Congresso, a pedido do Estado, mostra, porém, que a liberação de verbas de emendas ocorreu de fato no período posterior à delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Com base na delação, o presidente Michel Temer passou a ser investigado em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se prepara para apresentar denúncia contra o presidente. O STF só poderá julgar a acusação formal caso obtenha uma autorização de 2/3 da Câmara, ou 342 deputados.

Segundo o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, uma nova rodada de pagamentos será feita até o fim do mês. No ano, estão previstos R$ 6,3 bilhões no Orçamento para emendas parlamentares.

Para o Planalto, a preservação da base de apoio no Congresso e a manutenção da agenda de reformas são fundamentais para que a gestão Temer supere a sua mais aguda crise.

Imbassahy negou que o aumento dos repasses tenha relação com a delação da J&F. “Não tem nenhuma orientação para pagar nem mais nem menos”, disse. De acordo com ele, a liberação de recursos está seguindo “uma sequência normal”. “As emendas são impositivas e, portanto, com execução obrigatória. À medida que os ministérios informam para a secretaria que um projeto já foi fiscalizado, estamos liberando o pagamento, dentro do limite orçamentário.”

O levantamento foi feito com base no Siafi – sistema que acompanha as contas do governo em tempo real. Entre 17 de maio e 13 de junho foram liberados R$ 486,4 milhões em restos a pagar (valores de outros anos) e mais R$ 467,5 milhões empenhados (compromissos de pagamentos), somando um total de R$ 953,6 milhões em recursos para deputados e senadores em quase um mês, metade do que foi autorizado desde o início deste ano. Neste último mês, 94% das emendas parlamentares foram empenhadas e um terço das emendas que tinham sido autorizadas em exercícios anteriores foi quitado.

Segundo os consultores do Congresso, a liberação de recursos deve se intensificar nas próximas semanas. Cada parlamentar pode apresentar até 25 emendas. O pagamento desses valores é visto como moeda de troca entre o Planalto e o Legislativo, e costuma ser usado pelo governo para garantir apoio no Congresso. O dinheiro é o principal recurso destinado aos parlamentares para que eles possam viabilizar obras e benfeitorias em seus redutos eleitorais.

Impeachment. No ano passado, a ex-presidente Dilma Rousseff usou do mesmo artifício para tentar barrar o impeachment no Congresso. Somente nos primeiros dias de maio, ela empenhou R$ 1,4 bilhão em emendas para deputados e senadores, quase a totalidade do que havia liberado no acumulado de 2016 até maio. O afastamento de Dilma, porém, foi aprovado pelos senadores em 12 de maio. Ao assumir a Presidência, Temer continuou com o ritmo acelerado de liberação de verbas e empenhou outros R$ 2,4 bilhões no restante de maio.

A maior parte dos recursos liberados até agora tem como foco deputados e senadores da base do governo. Os dez parlamentares que encabeçam o ranking das emendas empenhadas são do DEM, PMDB, PP e PR, todos partidos aliados de Temer. O deputado que recebeu o maior valor foi Marco Rogério (DEM-RO), cotado a relator da provável denúncia contra o peemedebista e relator do pedido de cassação de Eduardo Cunha.

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Atualizada em 16/06/2017 às 12h06

Do msn.com - Depois do episódio de intolerância vivido pela jornalista Miriam Leitão, da TV Globo e do jornal O Globo, hostilizada dentro de um avião por militantes do PT, o jornalista Alexandre Garcia, também do grupo Globo, passou pela mesma experiência lamentável nesta quinta-feira. Acompanhado da mulher, Magda Pereira, Garcia foi sucessivamente ofendido por um militante de esquerda antes de embarcar e durante o voo que o levou do aeroporto de Brasília ao aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte.

O rapaz estava no mesmo voo, o 1700, da companhia aérea Gol, e registrou as hostilidades ao jornalista em um vídeo, que circula em redes sociais e no YouTube (veja abaixo). Ainda na fila do embarque, ele grita palavras de ordem contra a Rede Globo e Alexandre Garcia, acusando-os de terem apoiado a ditadura militar, e chama o jornalista diversas vezes de “golpista”.

“Que legal que a gente vai no mesmo voo. Golpista! Vai ter mimimiriam Leitão? Alexandre, você também vai soltar notinha se vitimizando igual à Miriam Leitão?”, grita o rapaz. “Vai chamar a Polícia Federal? Vai ter mimimi? Vai dizer que é ódio? Vocês que incentivam o ódio contra o PT, o PCdoB, contra a esquerda”, continua. As agressões verbais seguiram até a entrada de Garcia no avião, quando ele foi xingado de “cagão”. O jornalista não respondeu às provocações.

Reprodutor de vídeo de: YouTube (Política de Privacidade)

A VEJA, Alexandre Garcia relata que os ataques do rapaz começaram ainda no saguão do aeroporto e, embora tenham cessado durante o voo, foram retomados quando a aeronave pousou na capital mineira. “Vi que tinha um sujeito gritando atrás de mim, enlouquecido. É o momento dele aparecer, parecia que estava fora de si. Disse que o destino marcou esse encontro, que nos colocou no mesmo voo. Ele veio gritando desde o balcão”, diz.

Mesmo diante dos ataques ao jornalista na fila para embarcar, os dois funcionários da Gol responsáveis por conferir as passagens não tomaram nenhuma providência para resguardá-lo, como mostra o vídeo. As imagens mostram, no entanto, que, durante a entrada dos passageiros no avião, o comandante chama o jornalista à entrada da cabine e conversa com ele.

Segundo Alexandre Garcia, o piloto disse que poderia retirar o rapaz do voo, mas que ele, Garcia, não concordou com a medida. “A aeromoça da Gol tomou a iniciativa de chamar o comandante, que queria expulsá-lo do avião, mas não deixei. É alguém que quer aparecer. E ele acabou voando graças a mim”, ironiza o jornalista. “Era uma pessoa muito alterada, não dei muita importância”, afirma.

Alexandre Garcia relata que, diante da gritaria do jovem contra ele, o ex-deputado federal do PT e ex-ministro Sigmaringa Seixas lhe prestou solidariedade no aeroporto de Brasília. Ao contrário das hostilidades a Miriam Leitão, atacada por alguns militantes petistas em um voo de Brasília ao Rio de Janeiro, o detrator de Garcia agiu sozinho.

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Atualizada em 16/06/2017 às 12h06

Do ESTADÃO - ENTREVISTA: Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo

A decisão do PSDB de permanecer na base do presidente Michel Temer passa pela costura de uma aliança com o PMDB para 2018?

A decisão do partido de continuar até o final das reformas apoiando o governo e suas medidas, acompanhando a cada semana o desenrolar dos fatos, não tem nada a ver com 2018.

Uma aliança com o PMDB não seria bem-vinda ou não está sendo cogitada agora?

Não é que não seria bem-vinda, é que não é esse o foco. Não é pensando em 2018 que o PSDB tomou a posição de continuar. Fez isso porque entendeu que, neste momento, sair do governo prejudicaria ainda mais o Brasil, que está começando a se recuperar, com indicadores positivos do PIB e do emprego e com a reforma trabalhista aprovada pela Câmara dos Deputados. Então, neste momento seria muito prejudicial ao Brasil e nós temos de proteger o Brasil.

Não tem nenhum interesse partidário de aliança então?

Até o contrário disso. Se fosse para pensar em eleição, esse é o argumento de muita gente (referindo-se aos cabeças pretas) para sair, porque a popularidade está muito ruim. Mas temos de agir com espírito público e ele nos orienta a esperar para terminar a reforma trabalhista, concluí-la até a sanção presidencial. A reforma previdenciária é mais difícil porque é emenda constitucional, mas vamos ajudá-la porque é importante para o País, e a reforma política, que tem de ser feita até setembro, um ano antes da eleição do ano que vem.

Esse é um novo prazo de permanência no governo? O fim de todas as reformas?

Não é que é um novo prazo. Nós temos de permanentemente estar acompanhando o desenrolar dos fatos e nosso compromisso é com a retomada do crescimento e do emprego e renda. Para isso, há necessidade de se fazer reformas. Precisamos valorizar a reforma trabalhista, que é histórica. Com ela vamos sair de um modelo autárquico, de cima para baixo, para um modelo moderno, de relações contratuais. Ela vai aumentar o emprego no Brasil e diminuir a informalidade. É importantíssima para estimular o emprego.

Ao menos um fato novo pode surgir já na semana que vem, caso o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresente realmente uma denúncia contra o presidente Temer. Neste caso, qual deve ser a postura do PSDB na Câmara? O partido vai rachado para a votação no plenário?

Vamos aguardar, não vamos nos precipitar. Não houve nem sequer a denúncia ainda. O importante é destacar que a decisão do partido (em continuar apoiando o governo) foi tomada pensando no interesse político. Se fosse para pensar em 2018, aí sim a solução seria sair imediatamente. O que eu acho que temos de fazer agora, em primeiro lugar, é uma nova convenção e uma nova executiva. E já quero antecipar que o Tasso (Jereissati, presidente interino do PSDB) é meu candidato.

Mas pode-se fazer isso sem uma renúncia do Aécio?

O estatuto do PSDB permite uma eleição e uma reeleição. Já tinha acontecido isso. O que houve foi uma prorrogação do mandato e pode-se interromper essa prorrogação.

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Atualizada em 14/06/2017 às 10h06

O encontro do prefeito Carlos Eduardo Alves com o governador Robinson Faria nesta semana deu o que falar. Especulações vieram de todos os lados. 

Claro, sempre há exageros. Mas o dado concreto é que, após a mudança de cenário com a crise na prefeitura e a prisão de seu principal aliado, Henrique Alves, o prefeito de Natal avalia outras possibilidades para 2018.

Foi o transmitido por um carlista de carteirinha. Ele jura inclusive que há a possibilidade de Carlos Eduardo Alves sair como candidato ao Senado junto com Fátima para o Governo. Esta hipótese ocorreria caso Lula estivesse vivo politicamente em 2018.

CEA já desfez a rusga com a senadora pelo fato de ter apoiado Wilma de Faria em 2014. Desta forma, Cea aliaria o seu PDT ao PT no RN. Os dois partidos já estão bem alinhados na esfera federal.

Carlos Eduardo Alves seria mais um a acreditar que toma facilmente a vaga de José Agripino, hoje seu aliado na gestão municipal e que, por enquanto, tem dito que procurará a reeleição.

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